23maio
Arquivado em: Scrapbook

Olá, amiguinhos! Quanto tempo, não é mesmo? Como podem ver, a casa passou por uma considerável reforma e estou muito contente. Este momento é meu! Este momento é nosso!

 

E estou de volta! Nada mais certo que reabrir o site no dia do meu aniversário!!!

 

Uma pausa para celebrar o aniversário. 

 

The Bold Type S2

 

Fim da pausa para celebrar o aniversário. 

 

Imagino que muitos que acompanhavam este site se perguntaram: ela largou o bonde? Não larguei, mas eu expliquei a situação em um texto publicado no Contra as Feras. O que pode gerar contradições, pois há uma grande diferença na narrativa de um site a outro.

 

Novembro foi a última vez que passei por aqui. Reservei uma semana das minhas férias para tirar este projeto do limbo e me animei. Conforme publicava, eu ganhava um tanto de consciência sobre não ser a hora de fechar o Hey, Random Girl!. Em contrapartida, minha rotina não me permitiu manter esse meu interesse e foi muito fácil deixar pra lá.

 

Seja lá qual fosse o significado disso.

 

O trabalho com seu horário esquisito. Minha irmã na faculdade. Um curso novo. Terapia. Algumas camadas de vários fragmentos do meu tempo passado e que me fizeram simplesmente parar. Tudo. Deixando morgar. Esquecendo que era comigo. Efeito de um misto de coisas boas e ruins – ruins mais no sentido de atravessar várias nuances do passado que deram em autoconhecimento.

 

Ainda assim, creio que no fim a parte boa é que eu retornei. E acredito que estou empolgada! ❤

 

Acredito porque faz muito tempo que não “brinco” de blogueirinha. Então, já peço perdão pelos futuros micos. Meramente porque eu sinto como se começasse tudo de novo. E está tudo bem!

 

Muito tempo parada nesse job de ter site trouxe questionamentos. É bem conflituoso pensar em mudança quando rola aquele sentimento de não querer mais voltar a um ambiente bastante comum. Sensação que me abateu quando sentei diante do antigo RG no começo deste ano e não me vi mais nele. Nem muito menos no conteúdo que escrevia naquela época. Efeito de longos 5 meses, do ano de 2018, em que meu eu interior sofreu incontáveis mudanças.

 

O que não me impediu de ter os questionamentos sobre seguir com este projeto. Então, decidi que só saberia ao retomar a atividade.

 

É inexplicável, mas eu me sinto diferente. Tudo é muito estranho. Tudo soa desconexo. Por mais que eu exista dentro de mim é como se eu não conhecesse esta nova pessoa. De quebra, ainda lido com o processo de me despedir das camadas da minha antiga versão. Daí vem o famoso desbravar. Para eu descobrir quem eu sou neste entretempo, eu preciso atravessar o novo percurso. Por isso que faz sentido para mim dizer que este retorno é um novo início que, sim, eu poderia chamar de reinício. Mas é um novo-(re)início. Nesta nuance ilógica, mas que tem lógica (?).

 

Estar aqui novamente soa como enfrentar um projeto do zero. Eu sinto alguns receios, mas nenhum deles me remete ao que senti quando criei o Hey, Random Girl!. Frustração não foi o que me moveu para esta nova linha do tempo, mas sim receio. Receio por este tempo não deixar de ser diferente.

 

Um tempo que eu jamais imaginei que veria.

 

E este tempo no Hey, Random Girl! começou no instante em que decidi ter um logo. Decisão tomada em abril do ano passado. Meses antes do meu hiatus completo. Naquele tempo, a única noção que eu tinha era meu planejamento de todo ano que, feliz ou infelizmente, saiu pela culatra. Fato que continuou assim quando o logo ficou pronto.

 

Com o logo em mãos, um layout novo se fazia necessário. Entretanto, eu não via esse layout. Assim como os textos, a aparência de um projeto também diz muito sobre quem você é. É uma temperatura até do seu estado de espírito.

 

Nisso, entramos no outro impasse: a consciência de que eu não postava com a mesma frequência de antes. Sem postar, não existiu motivo para gastar grana. Até porque eu já pago domínio + hospedagem, com ou sem atualização de texto.

 

Só que o desejo pelo novo me perseguiu. Primeiramente, se apresentando como uma emoção: alegria. Ou algo desse tipo. Uma ardência boa que me estapeou assim que vi as fotos com o logo aplicado. Eu quis viver dentro delas.

 

O layout precisava corresponder a essa emoção e eu não tinha certeza se era isso que eu sentia. Afinal, sou famosa pelo lado cinza. Quanto mais cor escura melhor. Bem, até eu ver o logo e dar um grito. Depois, esse resultado final. Como sempre, tudo ficou melhor ao que eu imaginei. Sou grata aos anjos Pedro (logo) e Mari (layout). Pessoas que aguardo a fama para ser assessora.

 

Acertos pessoais

 

The Bold Type

 

A separação entre eu e meus projetos fez parte de um plano maior. Um plano maior que eu não decidi. Ele foi me dado e apontou caminho para outros tipos de mudança. Internas e profundas. Que me fariam ver o mundo diferente. Sob uma lupa mais estrelada ou com muito confete ou com céu de brigadeiro.

 

Mas, antes disso, teve muita treta.

 

I. O confronto entre a pessoa que escrevia aqui vs. a pessoa que quer escrever agora. Um dilema interior que, assim como todos os meus projetos, eu desvendarei ao desbravar.

 

Dessa forma, acredito que outra das minhas maiores intenções para este ano é encontrar essa pessoa nova que ainda não se apresentou para mim por inteiro. Essa pessoa que não é tangível, mas que eu sinto ao meu redor de alguma maneira. Uma pessoa que ainda não me contou o que ela quer.

 

II. Ainda sinto um receio que deixa um pé lá atrás. Mesmo com este projeto repaginado e com meu retorno ao Contra as Feras. De novo, a questão de achar que tudo é novo para mim. Quando, no fundinho, soa mais como voltar a andar de bicicleta depois de anos sem se divertir com uma.

 

Penso que essa insegurança tem um estopim central: a rotina do ano passado. Mais precisamente, a rotina do trabalho + outras mudanças que eu achei que lidaria bem. Só que não!

 

A rotina em si me afastou do que eu fazia “por fora”. Eu não conseguia conceber a ideia de chegar em casa e ainda ter que ligar o notebook para publicar os textos do cronograma. Alguns chamariam isso de falta de compromisso ou de desinteresse. Eu chamo de nocaute de cansaço e muita impaciência.

 

Quanto mais eu ficava “sem tempo”, mais eu via isso como uma espécie de sinal para desistir. Quanto mais eu tentava publicar e não conseguia fazer isso no mesmo dia, como rolava antes, mais eu batia a testa no teclado. Meu processo de manter o ritmo foi interpelado várias e várias vezes até eu ceder. Cedendo, se abriu espaço para focar no cuidado da minha saúde mental. Algo que já acontecia. Porém, eu fui rodopiada por um assunto muito particular que veio pedir resolução mais cedo que o esperado. Foi aí que não fiz mais nada extra.

 

Quando janeiro chegou, eu repensei e vi que teria que me abrir para reaprender. Meramente porque partes do que era antigo não me cabem mais (e ainda estou processando). Agora, acredito que eu preciso descobrir quem eu me tornei depois dos baques que visaram minha melhora.

 

De todo modo, eu transitei por um ciclo penoso. Porém, transformador. E, por ter sido transformador, eu deixei de me identificar com quase tudo que existia neste site. Por essas e outras que eu precisava de uma reforma completa.

 

Cá estamos!

 

Uma zona de problemas

 

aisha dee como kat edison

 

Além do logo, que foi a decisão mais súbita de todo esse processo, totalmente à parte do resultado de hoje, e do layout, que eu queria que conversasse com a minha vibe atual, as categorias estavam uma zona. De alguma forma sinistra, eu comecei a achar tudo muito desorganizado e essa desorganização vem de um tempo que… Eu estava em pura desorganização.

 

Foi em 2016 que ganhei o layout antigo, como mimo-teste da própria designer. Eu o ajeitei conforme eu acreditava ser o sensato e me pareceu sensato. Até que, nas minhas férias, eu percebi o caos do Menu e disse: não dá para continuar assim.

 

Na incerteza, eu tentei dar uma arrumada por conta. Deu certo? Não! A zona seguiu e isso influenciou também no meu abandono de postagens. Um momento deveras parecido com a caixa de comentário do Blogger que falhou e que me impulsionou a migrar para o WordPress. Eu levo esses sinais a sério!

 

Vejam bem: eu acredito que tudo acontece por algum motivo. Inconscientemente, eu acumulei mais motivos de incômodo sobre a cara desta casinha. Lar e pessoa não eram mais compatíveis.

 

E eu comecei a me sentir uma vilã que acha tudo ruim. Sério, o negócio estava bizarro!

 

Na época, eu melhorei algumas partes do Menu sozinha. Se eu fosse mais além, bagunçaria certamente a programação do layout antigo. Assim, o máximo que fiz foi alterar os agrupamentos visto que eu sentia dificuldade de encontrar os textos.

 

Por belos dias, me perguntei de onde tinha saído a ideia de jerico de botar tanto nome complicado no Menu (que só seria reconhecido por quem manja de série). Eu curtia, mas não fazia sentido. E perdeu mais o sentido quando revisitei a versão raiz do site, escondida no falecido Blogger.

 

Eu mesma disse: precisamos retomar o caminho de onde tudo se perdeu.

 

Olhando assim, especialmente em reflexo do novo layout, parece que as categorias foram renovadas. Bom, algumas eu mantive desde sua origem, mas outras tornei independentes. Em Narrativas constará o que envolve livros, séries, filmes e afins; em Scrapbook, o que considero inspiracional, como Moda e Arte; em Escrita o negócio está bem autoexplicativo; e o Ela Importa é um projeto que nasceu em 2017 e que eu não tive a chance de explorar como se deve. Essa sim é a categoria de destaque recente e que coincide com assuntos que tenho estudado. O mesmo se aplica ao Introversas que me tira da camuflagem sobre meus textos pessoais.

 

Tudo me parece organizado. Tudo parece dentro do meu presente mood.

 

(mas sinto dizer que meu Mapa Astral tem muito Gêmeos. Ou seja… Tudo pode mudar).

 

Sobre as resenhas

 

sutton - the bold type

 

Eis a pergunta de todo ano, porque sempre tem uma pessoa que a joga na roda. Bem, estou incerta. Não sei se ainda tenho o fôlego para manter um processo que não deixa de ser repetitivo e deveras cansativo. E, como boa geminiana que sou, o repetitivo uma hora enche o saco que eu não tenho. Daí, eu começo a detestar o processo.

 

Sem contar que devo viver a maldição de roteiristas que só me decepcionam. Sofro demais na mão daqueles que me dão um mundo lindo para viver e confiar, e depois desmantelam tudo. Escrever para cutucar também cansa. Algo que rolou em 2016. Não via a hora das séries se encerrarem.

 

Resenhas tomam tempo, gente! Sem contar que chego ao limite da exaustão, pois escrevo muito no intuito de trazer o melhor da experiência – e não consigo desabafar em menos de três páginas. Eu queria retomar The Originals, por exemplo, uma lacuna que tem me perseguido desde fevereiro. Não fechar o ciclo com essa série soa como se eu não tivesse completado a fase em que tudo que assistia tinha patrocínio da CW. Não gosto de coisas incompletas e, não sei, uma hora pode ser que tenha essa resenha. Nem que seja a belos passos de tartaruga – que é o máximo de compromisso.

 

The Bold Type foi a única que resenhei no ano passado. Foi uma delícia até deixar de ser, pois houve um momento que eu não sabia se não curtia a temporada ou se estava contaminada pelo martírio do processo de escrita + revisão. No fim, eu concluí que eu detestei o processo por motivos de exaustão. Para dar conta da resenha, dentro da rotina antiga, eu acordava 5 da matina. Até aí, ok, mas eu me estressava por me ver revisando em pleno final de semana.

 

Rotina que não te dá um tempo hábil + pessoa que não tem limite de escrita: é bomba na certa!

 

No momento, The Bold Type é a única que tem minha atenção para ser resenhada semana a semana. Contudo, eu não sei se ainda tenho essa disposição. Então, vamos declarar hiatus.

 

E neste entretempo…

 

the bold type

 

Tenho que me acostumar ao jogo de cores mais fortes. Tenho que me acostumar ao fato de que meus focos de escrita mudaram. Preciso redescobrir e firmar meus interesses. Preciso saber quem eu sou. Há muito que eu preciso descobrir nesta nova linha da minha vida.

 

A meta é retomar um pouco dos anos de 2013/2014/2015 deste site. Recompensar pelo 2016/2017/2018 atribulados e sem muita identidade. Depois que comecei a ler uma pauta sobre os últimos 7 anos da vida de uma pessoa, tudo que sei é que esses meus anos meio que se complementam. Um é reflexo do outro. Daí, eu tenho um panorama do que é necessário fazer e mudar.

 

Enfim, meus anjos. Sejam bem-vindos (novamente)! Este é um novo entretempo para o Hey, Random Girl! e tudo que tenho reservado para este projeto é reencontrar a inspiração.

 

Imagem: via Pexels

Gifs via Tumblr.

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Stefs
Jornalista, fundadora do Contra as Feras e ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I AM THAT GIRL. Não poupa no textão e nem nas doses diárias de café. Além disso, acredita piamente que você pode ser sua própria heroína.
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