18set
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No dia 30 de setembro de 2018, eu fui assistir ao primeiro musical da minha vida. Não qualquer musical, mas o intitulado de Os Últimos 5 Anos (The Last Five Years). É capaz que quem me acompanha reconheça esse nome, pois, durante meses, eu não falava em outra coisa a não ser sobre a história de Cathy e de Jamie. Uma trajetória que começou em 2016, mas na companhia de Anna Kendrick e Jeremy Jordan. Só o mencionar de Kendrick já diz muita coisa também, pois amor da minha vida!

 

Isso significa que eu tive contato com a versão cinematográfica primeiro. Eu não dominava tanto o contexto, mas, no fim de tudo, eu me vi arrasada. Eu tenho um fraco por histórias sem um final feliz, mas, durante os meses que se passaram, e nas vezes em que revi Os Últimos 5 Anos, o único pensamento que eu tive foi: Cathy merecia muito mais que aquele embuste do Jamie.

 

Não sei explicar, mas rola uma angústia tremenda quando relembro deste musical. Deve ser porque eu já estive sentada tentando digerir a verdade de que acabara de sofrer uma desilusão amorosa. E uma desilusão profunda, pois, depois de tantos anos de relacionamento, você crê que é eterno.

 

Eu admito ter uma grande obsessão por essa história e só tenho Anna Kendrick a quem culpar. Até hoje dou uma reprisada na experiência porque gosto de sofrer – e de renovar a nota de repúdio ao Jamie. Mas, sério, por algum motivo sobrenatural, tudo nesse musical me tira do eixo. Pode ser porque eu tive insucessos amorosos e, por isso, tenho dificuldade de engolir o fim triste da Cathy.

 

Ou pode ser porque a carreira dela não decola. Fato que considero um tanto mais preciso.

 

Ou pode ser porque se trata daquele envolvimento primitivo. Sem qualquer explicação exata. Ao ponto de eu ter refletido várias vezes sobre reescrever a história de Cathy a partir do ponto onde o musical termina – e essa ideia não morreu em tempos atuais. Seria uma fanfic, claro, nada mais que isso, com final feliz na carreira e no amor para essa personagem.

 

Foi em agosto do ano passado que eu vi que uma versão de Os Últimos 5 Anos seria montada em território nacional. No primeiro momento, eu achei que era pegadinha. Afinal, na lista de musicais, esse aqui perdeu seu critério de fenômeno há certo tempo. O texto foi escrito em 2001 e a versão cinematográfica veio em 2015. Era 2018 quando eu fui esmurrada com essa notícia e duvidar foi natural. Mais pela distância de tempo, porque o projeto em si seguiu com vários revivals na Off-BroadwayE, outra, tanto musical e pensaram nesse? Eu fiquei chocadíssima!

 

Mesmo me sentindo enganada, eu sabia que não poderia perder a chance de ver meu musical favorito. Além de realizar minha primeira ida ao teatro para prestigiar esse tipo de arte.

 

Eu esperei até a abertura das vendas para ter certeza de que não era uma mentira. Eu comprei o ingresso no primeiro dia por medo real de esgotar visto que o Teatro Viradalata não é enorme. Quando fiz isso, me restou aguardar até o dia 30 de setembro e eu mal acreditei quando cheguei ao local.

 

E eu só tenho Beto Sargentelli e Eline Porto a agradecer, atores que interpretam Jamie e Cathy. Eles trouxeram Os Últimos 5 Anos para o Brasil e eu sou grata até hoje, minha Deusa!

 

Os Últimos 5 Anos - Musical

Eline Porto e Beto Sargentelli (Foto: Gustavo Arrais)

 

Contextualizando, Os Últimos 5 Anos foi escrito em 2001 por Jason Robert Brown e caiu satisfatoriamente na Off-Broadway. A história traz uma experiência do próprio Brown – um divórcio – e quem dá voz a ela é Jamie Wellerstein, um aspirante a escritor e que canta na ordem em que o romance começou, e Cathy Hyatt, uma aspirante a atriz, que canta a partir de onde tudo terminou. Somando assim os cinco anos de um relacionamento que teve o tom jovial até se tornar um estorvo.

 

O que gosto desta história é que ela brinca com questões de tempo e de espaço. Ver isso em formato teatral sempre me encheu de curiosidade. Além de expectativas. Eu cheguei a conferir umas partes de Os Últimos 5 Anos em um palco, mas o filme de 2015 se saiu como minha referência para tudo. Fato esse que eu tive que me desapegar a partir do instante que ocupei meu lugar no Teatro Viradalata. E eu achei que seria bastante difícil.

 

No filme, Cathy e Jamie dividem as cenas o tempo todo. No palco não é assim. Cada ator canta a sua parte na ordem proposta pela história e há algumas intervenções para sinalizar a que tantas anda, por exemplo, a carreira de Cathy e o sucesso de Jamie como autor. Diálogos que parecem soltos, mas sinalizam o quanto o mundo dos dois se distancia por causa da arte que amam.

 

Sem contar a mudança constante no cenário para pontuar a passagem de tempo.

 

Na abertura, a Cathy de Eline canta uma adaptação de Ainda Sofro (I’m Still Hurting). Ninguém sabe o que houve, mas alguma coisa doeu profundamente no âmago da personagem. Há melancolia tão quanto o luto sobre algo que se perdeu e não é preciso raciocinar muito para sacar que foi o relacionamento. A emoção deixa rastros e age como um lembrete de que tudo que veremos a seguir não é garantia de final feliz. E eu me emocionei como se ouvisse essa música pela primeira vez.

 

Enquanto Jamie celebra o começo da relação, Cathy lamenta. Tudo em cima de um ponto comum: a arte. Ela não consegue alavancar a carreira de atriz e sempre retorna a um acampamento que não rende nada além de frustração. Ao contrário de Jamie que voa como um foguete e não para mais. Ele entra no estereótipo de escritor que vira confete de festa e ganha contatinhos femininos enquanto a esposa se vê em uma briga interior por não querer ser sua sombra. Mas, antes disso, eles se amam. Ao menos, é o que boa parte da trama transmite.

 

Muito se conversa até hoje sobre quem é o culpado pelo fim dessa relação. Apesar de eu repudiar Jamie, os dois tem sua culpa. Mais ele, claro. Tudo por causa de algo importante: diálogo. Além disso, ambos não conseguiram se acompanhar rumo ao que almejavam. Jamie deixou Cathy de lado quando conseguiu o que queria e ele ainda teve a pachorra de dizer que o problema era ela. Não com essas palavras, mas Jamais Deixei de Acreditar (If I Didn’t Believe in You) deixa isso claríssimo!

 

Retomando, a história torna um tanto mais fácil gostar de Jamie a princípio e Beto incorporou essa essência com extrema facilidade. Seu personagem é carismático, tem visão, quer ser bem-sucedido. Encontrar Cathy e se apaixonar por ela se sai como a cereja que faltava na sua vida. Logo, ele atinge rapidamente o padrão de vida completo e supostamente nos conformes. Supostamente porque Cathy não o acompanha. Ao menos, não no âmbito carreira. Um livro é o suficiente para ele deixá-la de lado e não exclusivamente por causa de turnês de divulgação.

 

Beto emanou a figura bacana de Jamie perfeitamente já em Depressa Demais (Moving too Fast). Ele entregou o cara que está prestes a se apaixonar, sem notar que sua fala é um tanto problemática. Mas parece muito legal, afinal, ele dá uma valorizada em Cathy e no que passa a sentir por ela.

 

E não tem nada mais bonito que homem apaixonado, né? Hum…

 

Eu sempre penso que o propósito da premissa foi mostrar o quanto Jamie é legal. O partidão. Só assim para se ter um fim frustrante. Só assim para começar a catar o culpado do término. Afinal, o personagem parece ser daquele tipo comprometido. Que não deixaria a namorada a ver navios.

 

Mas daí existe a música Deusa Shiksa (Shiksa Goddess). Cathy é apenas uma musa do escritor em ascensão (e é aqui que mora as linhas problemáticas desse personagem).

 

Eu notei meu padrão de demorar a me envolver com Cathy. Penso que a causa disso é porque ela conta a história em um tempo de tristeza, de raiva e de desilusão. A aspirante a atriz parece muito à parte em comparação à transição de Jamie ao longo da trama visto que ele parece ser mais completo. Isso se complicou em grau extra já que a minha Cathy tem a cara da Kendrick. Mas nem Kendrick me fisgou de primeira e isso só foi acontecer em I Can do Better Than That (em português ficou Não é isso que eu quero pra mim). Sim, demorou, mas essa música é tipo um marco da personagem.

 

I Can do Better Than That entrega suas aspirações – e como elas são focadas quase exclusivamente no romance – e traz sua personalidade tão quanto um padrão negativo de se diminuir por causa dos caras – e se achar bastante superior às pessoas que convivem na cidade que deixou para trás.

 

O que é questionável visto que ela é um flop completo na carreira.

 

No caso da versão brasileira, a demora para me envolver veio por causa da adaptação das músicas. Isso de um modo geral. Por eu ser viciada na trilha original, eu tive que desligar a tecla SAP da minha mente. Não foi difícil, pois, conforme eu pegava as rimas e encontrava a essência da história, me senti confortável e envolvida. Principalmente quando capturei jargões brasileiros nas letras.

 

Mesmo com essa “dificuldade”, Eline me ganhou um pouco mais cedo em comparação ao que Kendrick trouxe ao mesmo musical. No caso, em Estou Sorrindo (See I’m Smiling). Ponto da história que sempre será o altíssimo de Cathy para mim, independentemente de quem a interpreta. Não é uma canção fofa e otimista, pois há muita raiva. Ela não se conforma que Jamie não pode apoiá-la, ainda mais por ser seu aniversário, e explode. A suspeita de traição vem e isso tira todas as cores “perfeitas” dele. Ele não é tão legal assim. Ele é um cretino infiel.

 

É aí que as expectativas se estilhaçam, pois, lembrando, Jamie entra em cena como o cara bacana e apaixonadíssimo. E ele deixa de ser bacana e apaixonadíssimo (se é que em algum momento ele foi essas duas coisas). É mais fácil culpar Cathy porque é ela quem está frustrada com a carreira. É mais fácil culpá-la de ser tão incompreensível com o marido que continua se dando bem com seu livro publicado – e tem gente que ousa a chamar isso de inveja e eu peço que me respeitem. É mais fácil apontá-la como egoísta da relação quando ele fez o máximo para prestigiá-la. É mais fácil acreditar que ela quebrou o coração dele justamente por se sentir inferior.

 

Esse “inferior” é onde dói um pouco, pois Cathy acaba sendo consumida pelos relacionamentos que possui. Digo de maneira inconsciente porque, sem dúvidas, há um vazio dentro dela. Daquele tipo que a pessoa repete os mesmos padrões na hora de se relacionar – e nem sempre é perceptível.

 

Outro momento que amei muito de Eline foi Contra a Maré (Climbing Uphill). Música que narra as dificuldades dos testes de Cathy. A atriz rouba risos e contagia bastante. Super fiquei apaixonadinha, real e oficial!

 

 

Um dos momentos que eu mais queria ver era correspondente a música The Schmuel Song (em português ficou A Canção de Samuel). Eu tenho uma relação extremamente íntima com essa música pelos seguintes motivos: a) Jamie foi decente com Cathy; b) é uma música com metáforas incríveis sobre o tempo; c) é uma música de Natal; d) eu estourei o disquinho de Os Últimos 5 Anos com essa música na repetição. e) essa música me deu muita força em 2016/2017. Esse é o ponto da história que você acredita que o relacionamento sobreviverá. Ele ainda a vê em sua essência. Ele ainda a apoia e a estimula. Ela ainda o ama. Ela ainda leva o apoio dele muito a sério. Depois dessa música, parece que o casal sai mais forte.

 

Esse é meu instante favorito de Jamie (e acredito que o único), independentemente do seu auge ser na já mencionada Jamais Deixei de Acreditar (If I Didn’t Believe in You). Eu amei o cenário do palco, com direito ao clima natalino. A adaptação da letra também ficou muito bacana. Claramente, a parte do musical que deixa meu coração quentinho.

 

E meu coração volta a ser frio quando chega a hora de Jamais Deixei de Acreditar (If I Didn’t Believe in You) que cria um contraposto ao cara do começo da história. Nessa música, ele joga tudo na conta de Cathy sendo que não é ela a traidora do relacionamento. Ele grita com ela e é nesse grito que eu perco as estribeiras. Reação que não foi muito diferente na experiência ao vivo, pois eu quis subir no palco e descontar meu ranço acumulado por esse personagem. Tudo porque esse jovem é um cretino passivo-agressivo que jura que não cometeu erro algum. Afinal, é Cathy a culpada pelo fim do casamento.

 

É nessa interação (me usando da cena do filme) que se vê que Cathy se tornou a esposa-exibição, pois o escritor queria vender o casório perfeito. A “revolta” dele em Jamais Deixei de Acreditar (If I Didn’t Believe in You) não é sobre a esposa abatida ou cada vez mais desanimada com os rumos da sua carreira ou consciente das traições. É sobre a esposa não querer mais se envolver com a Jamieland. Ela está exausta tão quanto desiludida já que o marido passou a viver dentro das regras dele.

 

É aí que a falta de diálogo de ambos fica nítida. O fator musa também, pois Jamie encontra inspiração em outras mulheres. De quebra, se destaca as consequências que afetaram de maneira geral como ambos se enxergam.

 

Literalmente, uma bola de neve emocional. Tudo se quebra por confirmar que, no fim de tudo, ela não pertencia diretamente à nova fase da vida de Jamie. Ela só era a mulher a tiracolo. A mulher que estava acompanhada com o gênio e que outras mulheres desejavam. A mulher fachada e isso me deixa de testa quente!

 

Beto e Eline em The Next Ten Minutes (foto retirada da conta oficial no Facebook)

 

Há um ponto desta história que não me cativa tanto assim e a experiência no teatro mudou minhas perspectivas. No caso, quando as linhas do tempo se fundem por causa do casamento. No filme, eu tenho vontade de pular essa parte (e sempre pulo essa música) e me vi surpresa por ter curtido demais esse momento na minha confortável cadeirinha. Tudo porque a química de Eline e de Beto é sem defeito algum. Eu realmente me vi querendo que a Cathy e o Jamie deles fossem felizes.

 

A química de Jeremy e de Anna no filme existe, vale dizer. Eu só não consegui curtir essa cena – e eu passei a gostar menos quando eu descobri como o musical termina. Por essas e outras que não cancelo as linhas que me incomodam nessas canções. Mais precisamente a parte da Cathy que, hoje, eu vejo como pura romantização da mulher no casório (e que também explica como ela vê uma relação).

 

Beto e Eline me ganharam com Dez Minutos (The Next Ten Minutes). Eu amei esse momento mais do que deveria. A simplicidade e a genuinidade desse relacionamento estava palpável. Pulsante. É o instante de maior pureza, especialmente por ser o único em que o tempo converge. Foi ótimo ouvi-la na voz desses atores que entregaram o gosto de algo novo. A promessa tão quanto o olhar no horizonte cheio de sonhos que seus personagens esperam alcançar ao unirem as escovas de dente. É romântico. É fluido. É leve. Eu dei outra choradinha, juro! Por mim, eu encerrava Os Últimos 5 Anos aí para preservar Cathy da decepção amorosa.

 

Mesmo com esses destaques, a canção que eu queria ver mesmo era Goodbye Until Tomorrow/I Could Never Rescue You (em português ficou Adeus, te vejo amanhã/Nunca pude te salvar). Outra música que Cathy e Jamie dividem e que encerra o musical. Apesar da tristeza que dá, é a minha parte favorita. Insuperável. Meu próprio marco com esta história, porque, ao contrário do começo, Cathy se vê no auge do amorzinho. Na versão do filme, Kendrick é puro Sol radiante e a fotografia da cena é perfeita. No teatro não tinha Sol radiante, mas tinha uma Eline radiante compassando o término dessa trama junto ao Jamie de Beto que não era mais o cara confiável.

 

Se eu fiquei triste? Podem apostar que sim! Este musical me deixa triste a 200 por hora.

 

Apesar de ser um musical com apelo romântico e dramático, a versão brasileira equilibrou tais emoções com um singelo tom de divertimento – e isso não tem no filme, cuja base de interação é a música. A mencionada intervenção dos diálogos serviu para fazer rir. Para relaxar um pouco quem assiste antes da queda. Como costumo dizer, foi uma experiência de rir enquanto se chora.

 

Eline e Beto queriam se desafiar artisticamente ao decidirem montar Os Últimos 5 Anos por aqui e foi possível ver a entrega de ambas as partes. Ambos transmitiram não só as emoções de seus personagens na música, mas controlaram toda a relatividade do tempo.

 

Aka eles dominaram o palco que era apertadíssimo.

 

Foi glorioso! Ainda mais quando lembro das rápidas mudanças no cenário e no figuro para que a história se mantivesse fluida e embasada no tempo que ambos se encontravam. O dinamismo de transformar em curto espaço de tempo. Aposto que quem não conhecia a premissa desse musical se sentiu um pouco confuso (minha irmã disse que não entendeu nada e eu ri à beça). Mas, sem essas alterações visuais, seria impossível levar a história adiante de forma crível. Ao menos, no teatro. Afinal, são elas que entregam o que Cathy e Jamie não viram um da história do outro.

 

Mais da parte de Jamie com seu momento traidor. Ai me deixem repetir isso!

 

Mesmo que eu soubesse o que aconteceria no fim e de estar calejada com a versão cinematográfica, perceber Os Últimos 5 Anos de outra forma não me eximiu das emoções que eu sinto toda vez que o assisto. A diferença é que houve uma maior intensidade e intimidade, porque eu estava na boca do palco. Eu respirava de perto tudo que acontecia e essa experiência vive em mim até hoje.

 

A título de curiosidade, não é a primeira vez que Beto e Eline trabalham juntos. Eles têm um marco importante na carreira por terem interpretado Zilu e Zezé Di Camargo em 2 Filhos de Francisco – O Musical. Eu ainda desacredito que eles trouxeram Os Últimos 5 Anos e, este ano, ainda rolou uma curta temporada (se eu soubesse teria ido de novo porque eu sou dessas).

 

Hoje eu penso que minha primeira experiência no teatro não poderia ter ocorrido de outra maneira a não ser por meio de Os Últimos 5 Anos. Tudo culminou de ser uma experiência amplificada, pois eu saí de um “platonismo” cinematográfico. Foi um encaixe perfeito, que compensou cada minuto, e que vive muito bem guardado nas lembranças.

 

Deixo meus agradecimentos à Eline por ser uma Cathy maravilhosa. Por ter me transmitido boa parte do que sinto sobre essa personagem e que está longe de mudar. Quando saí do teatro, eu voltei a pensar na ideia de escrever uma continuidade para a história dela, pois, como acontece toda vez, deixar Os Últimos 5 Anos em estado de tristeza foi uma praxe.

 

Leia também:

Resenha: Os Últimos 5 Anos

 

 

Imagem Destaque: Gustavo Arrais (via G1).

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Stefs Lima
Jornalista, fundadora do Contra as Feras e ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I AM THAT GIRL. Não poupa no textão e nem nas doses diárias de café. Além disso, acredita piamente que você pode ser sua própria heroína.
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