Reencontre sua Inspiração!

 

Este projeto nasceu em alguma data de julho de 2011. Em 06.02.2012, ele contou com uma mudança de nome e eis que o rebatismo lançou o querido Hey, Random Girl!. Até 2015, usava o Blogger para compartilhar pensamentos, resenhas, mais pensamentos e muitas coisas das quais amo muito. Com o tempo, meu conteúdo foi tomando forma, mas havia algo mais que faltava. No caso, um investimento de verdade.

 

Em 2015, recebi um sinal besta (levo muito a sério sinais, ok?): os comentários do Blogger começaram a “rejeitar” o Disqus. Tentei, insisti, mas me vi desanimada. Detalhe que afetou minhas postagens que começaram a decair. Essa situação minúscula me fez entrar em uma crise de pensamentos: ou eu manteria minha estadia no filho do Google ou me teletransportaria para o WordPress.

 

Muitas pessoas sabem disso, mas acho importante relembrar: o Hey, Random Girl! nasceu de um ponto de insatisfação minha com relação ao jornalismo. Foi em um momento, digamos, criança descobre que Papai Noel não existe e tem que escolher se chora ou se toma uma atitude. Resolvi tomar uma atitude, mas só depois de chorar bastante (claro!) e de tomar um vrá! de um professor que me mandou fazer um blog (e engolir o choro).

 

O blog tem 8 anos de existência (somando o primeiro nome) e isso é muito para uma pessoa que costumava deletar tudo que expunha online. Era mais fácil para mim usar um nickname a ser eu mesma, o que acarretou um conflito que nasceu na minha época potteriana: escrevia sob a proteção de um “nome falso”. Ter o RG exigia que eu fosse unicamente Stefs Lima, fácil de pensar, mas impraticável naquele entretempo. Simplesmente porque não tinha autoconfiança e não confiava no poder dos meus textos.

 

Esses anos com o RG testaram muitas dificuldades pessoais. Estar online mexia com todas as minhas inseguranças com relação aos meus textos e com a possível aproximação de trolls. Ainda mexe, claro, pois não sou a pessoa mais segura do universo. Mas todo dia é um novo dia para tentar de novo e assim superar mais algum bloqueio.

 

Tive dois pontos de partida para me manter aqui. Um veio do coração, que disse seja você mesma. O outro veio da mente, que disse escreva sobre coisas que você ama. A soma deu em ser verdadeira com o meu texto e com o que sinto, ou seja, o conteúdo com sentimento.

 

Conteúdo com sentimento? Exatamente. Não criei esse espaço para ser negativa. Não criei esse espaço para bloquear o que sinto. O jornalismo não me deu nenhuma dessas opções e o Hey, Random Girl! me propicia, e ainda propicia, isso. Gosto de escrever tudo com base no como me sinto.

 

No início, o RG veio mais como uma penseira, como um meio para eu aliviar as experiências universitárias tão frustrantes. Segui meus instintos e escrevi, sem compromissos e quando tinha tempo.

 

No primeiro momento, as únicas pessoas que sabiam da existência deste blog eram amigas próximas. Até que as coisas seguiram seu próprio rumo e foi quando me assustei. Graças às resenhas, principalmente de The Vampire Diaries, os views subiram da noite para o dia. Sem divulgação (só um link no Twitter que tinha menos de 100 pessoas) e sem parcerias sensacionais. Foi tudo no dedo e sem expectativa de nada.

 

Taí um segredo para muitas coisas na vida: não botar tanta expectativa.

 

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Uma sensação que faria qualquer produtora de conteúdo feliz, mas cogitei deletar tudo e começar em outro lugar. O motivo? É meio bobo pensando agora, mas, antes, não queria ninguém se metendo no meu texto. Eram minhas opiniões, que sempre vêm de um ponto particular, e não queria ver minhas palavras desfilando por aí e sendo menosprezadas – um dos grandes traumas do curso de jornalismo em que há uma galera que pouco se importa com suas ideias.

 

Inclusive, me senti invadida. Juro pra vocês!

 

Não deletei. Fiquei, mas outrora pensando em deletar o site. Só que os feedbacks continuaram a vir e só me restou pensar: alguma coisa boa estou fazendo. Para uma pessoa que nunca achou que era levada a sério e que não tem padrinhos mágicos online, subir um blog/site do zero é motivo de orgulho para mim. Simplesmente por ter me mostrado que posso ir longe sem depender de ninguém (e você também pode, viu?).

 

Mudei algumas perspectivas a partir daí. Parafraseando Sophia Bush: minhas opiniões importam porque elas são minhas. Ao passar de 8 anos, priorizei eu mesma dentro do texto. Escrevi sobre coisas que gosto e com todo o sentimento do mundo. Trato os textos como amaria ver outras pessoas tratá-los. Escrevo tendo em vista o que gostaria de ler. Escrevo como uma fangirl realista sobre o que me entretém, como livros, séries, celebridades, músicas e afins.

 

Tudo no Hey, Random Girl! é pensado para atingir um objetivo por mais que tenha a essência do aleatório.

 

O Hey, Random Girl! vem da fase em que eu queria mais inspiração para minha vida. Não é à toa que voltou a ser palavra-chave a fim de restabelecer que este espaço nasceu para combater dezenas de sentimentos negativos (insegurança, medo da escrita, achar que não pertenço a canto algum, etc.). Usei meus medos para quebrar dezenas de amarras – e preciso continuar a fazer isso porque há muito o que destravar.

 

Criar blogs, fotologs e afins foi minha válvula de escape por muitos anos. E continua a ser. Tenho meus problemas na vida real e estar aqui me faz lembrar de quem sou, do que gosto, do que pretendo, do que me motiva.

 

Do que eu preciso para não me desprender de mim.

 

Who’s that girl…Stefs!

 

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Stefs Lima, 33 outonos, jornalista, geminiana e que ama Astrologia. Não sou muito boa em falar sobre mim, mas, além do jornalismo no diploma, fui Chapter Leader do movimento I AM THAT GIRL, uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida, e fundei o Contra as Feras. Sou introvertida (#INFJ), amo café e chocolate, e ir ao cinema. Por vezes, sarcástica. Defendo Jessica Jones com a ponta da faca e Peggy Carter é o amor da minha vida.

 

Acredito que você pode ser sua própria heroína. A salvadora de si mesma. E eu gosto muito de contar histórias. De dividir minha vida. E eu espero que um dia eu faça alguma diferença no mundo.

 

A essência do Hey, Random Girl!

 

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Quem é você, de verdade?
Você não é um nome, ou uma altura, ou um peso ou um gênero.
Você não é uma idade e você não é o lugar de onde veio.
Você é seus livros favoritos e as músicas que empacam na sua mente.
Você é seus pensamentos e o que come no café nas manhãs de sábado.
Você é mil coisas, mas todo mundo escolhe ver milhões de coisas que você não é.
Você não é o lugar de onde veio.
Você é para onde vai e eu gostaria de ir também.
M.K.

 

+ Para saber mais: Garota Aleatória – Uma História

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