10jul
Arquivado em: Filmes

Este é outro ponto que tive que buscar lá no fundo do meu crânio. A única coisa que sei é que não queria assistir Relíquias no cinema. Não sei explicar, mas há um momento em que me desprendo de algumas coisas que amo, independente da intensidade, e já estava há muito tempo distante de qualquer assunto que envolvesse a saga. Não porque não gostava mais, simplesmente porque cresci.

 

Sobrevivi de muitos revivals, mas nada que me mantivesse com sangue nos olhos como antigamente. O antigamente seria o arco até 2007. A rotina meio que tirou o meu “direito” de pensar sobre Harry Potter, mas tinha plena consciência da 2ª despedida.

 

Em 2011, não era mais a adolescente que se agarrava à saga por questões de sobrevivência. Nessa época, já estava na faculdade, lutando para não trancar a matrícula, e não estava na melhor vibe. Uma época que comecei, inconsciente, a fazer uma lista do que um dia viria a ser o We Project. Ainda escrevia fanfics dos Marotos, era onde a chama do meu amor pela saga se concentrava, mas acompanhar fielmente tudo, nos mínimos detalhes, foi impossível por causa da vida.

 

Mas fui assistir e acho que não teria envergadura moral de vê-lo sozinha ou com a minha irmã – minha companheira de filmes depois que o calor do fandom esmoreceu.

 

Agora, pensar no como me senti no dia seguinte é o mesmo que perguntar a uma pessoa como ela se sente depois de ter enchido a cara no dia anterior. Foi uma ressaca emocional.

 

Se não bastassse, né, migos, vi o filme duas vezes no mesmo final de semana. Foi como participar de uma rave potteriana e, mais tarde, sentar na privada resmungando sobre o quanto a vida é injusta.

 

O sentimento mesmo de que acabou me pegou de jeito quando me vi sozinha. Aquelas horas cretinas que você começa a pensar, daí sua mente sacana faz uma retrospectiva, daí você fica saudosista e daí você está aos prantos porque não tem nada o que fazer. Só chorar!

 

Ouvi a trilha sonora de Relíquias por meses. Lily’s Theme acaba com a minha vida, pessoal, e a ouvi enquanto afiava minha faquinha de rocambole.

 

Este é meu livro favorito, tem toda uma simbologia por causa, óbvio, da Era dos Marotos, e fiquei mal por causa deles – na real, nunca me importei tanto com os protagonistas. Segurei a onda em mais da metade do filme, mas só foi aparecer a história do trouxa do Snape e Lily e Cia. que minha vida acabou. Meus personagens favoritos todos mortos, não tenho sorte!

 

Enfim, foi um rombo gradativo que se abriu no meu peito, porque houve todo um processo de negação. A ressaca potteriana durou meses e eu a estendi quando fiz minha monografia. Acho que meio que me traumatizei ao ponto de não conseguir reler os livros e rever os filmes.

 

Sério, não consigo nem chegar perto. Parece que tem ácido. Ainda não me sinto preparada para ingressar nessa montanha-russa emocional de novo, mas sei que isso é uma desculpa ridícula. Uma hora pegarei meus bebês, os abraçarei e reviverei a história do menino Potter em Hogwarts.

 

Aguardem e verão!

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Stefs Lima
Escritora dividida entre o tempo e o espaço. Colecionadora de achados e perdidos. Ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I AM THAT GIRL. Não poupa no textão e nem nas doses diárias de café. Além disso, acredita piamente que você pode ser sua própria heroína.
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