26jun
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Nossas vidas amorosas podem ser reduzidas a dados. Por exemplo, quando uma pessoa média achar o amor da sua vida, ela terá passado por 7 relacionamentos. Desses, dois são frequentemente duradouros, enquanto o resto é uma mistura de casos rápidos, encontros eventuais e sexos casuais. A pessoa média também irá se apaixonar duas dessas vezes e também terá o coração partido duas vezes. Mas ainda por trás desses números há sempre uma grande história.


Esta é a história de Darby Carter.

 

A narrativa de abertura de Love Life deixou meu cérebro bugado. Não somente por me conquistar de primeira, já que sou a pessoa que acredita nesse tipo de coisa, mas também porque me fez lembrar de uma thread que li no Twitter. Em cada tuíte, uma jovem explicava como funcionava a trajetória amorosa e, no total, passamos por 3 amores.

 

O primeiro seria o primeiro amor, claro. O inocente, o do colégio;

 

O segundo seria o mais intenso e, consequentemente, que flerta com o tóxico;

 

E o terceiro seria A Pessoa. Um tipo de relação que surge e se fortalece naturalmente.

 

Eu refleti sobre essa thread. E a narradora de Love Life me fez refletir de novo. Eu tive que tirar a fumaça densa de uma parte específica do meu cérebro que bloqueou os meus ditos romances. Ou que se enganou com a ideia de eu já ter me apaixonado. Pelas contas, isso considerando a thread, eu passei pelas duas primeiras bases. Mas, de acordo com esta série, estrelada pela mulher da minha vida chamada Anna Kendrick, eu não cheguei nem na 4ª.

 

Definitivamente esse não é o caso de Darby Carter, a protagonista da 1ª temporada desta antologia. Ela é uma incurável romântica e a proposta da série é navegar entre seus amores. E, para entendermos qual seria a razão dela em persistir na busca pelo amor, nada como pincelar que uma das razões vem do divórcio dos pais. Um baque que deixou marcas negativas já que a personagem cresceu se sentindo temporária. Com isso, criando expectativas errôneas que começam a ser testadas a partir de 2012. Ano que conhece Augie Jeong.

 

Por ter 30 minutos, mais ou menos, Love Life vai direto ao ponto. Darby se revela em seu presente na companhia de Sara, a melhor amiga, ritmada pelo clima nova-iorquino. Ambas caminham para a festa de aniversário de Jim, o boy de Sara, marcadíssima no que considero o melhor rolê de todos os tempos (e se você discorda que discorde aí na sua casa): um karaokê. É lá que Augie se descortina, com a desculpa esfarrapada de checar o catálogo de músicas.

 

Love Life (1x01) - Augie e Darby

 

Ele revela sua intenção entre a troca de algumas ideias. Darby morde o papo pela mencionada formação de expectativas errôneas – ela não reflete sobre o tipo de afeto recebido e isso abre para a conexão de modo equivocado. O que eu considerei uma espécie de expressão idealizadora da parte dela e vê-la cantando Bleeding Love com Augie serviu de balada perfeita. Ela é uma mergulhadora do amor que, aparentemente, não vê problema em sangrar para vivenciá-lo.

 

Ambos se relacionam na mesma noite. Até aí tudo bem, acontece. Mas Darby eleva tanto as expectativas ao ponto de ficar extremamente angustiada com a falta de mensagens da parte do cara que a abordou no karaokê (e tudo bem também, quem nunca?) nos dias conseguintes. Nem Jim, que é amigo dele, tem respostas para acalmar a quem evidentemente considera uma amiga por osmose e que encontra colo nas amigas – apresentando Mallory.

 

Paranoias e angústias sufocam Darby já que Augie parece ser outro patamar de cara e ela não quer perdê-lo de vista. Ainda mais pela troca intensa, tanto em conversa quanto em sexo, que tiveram na noite em que se conheceram. Só que a personagem sente que foi rejeitada. Entretanto, ela ainda espera pela continuidade da “perfeição amorosa” que atende suas idealizadas expectativas. No caso, o boy aleatório que a encontra, eles se envolvem, se apaixonam, se casam e prometem ter 3 filhos.

 

O que deixa a sugestão de que ela não funciona sem um amor. E o amor se transforma em seu suposto único traço de caráter. Tudo porque Darby sofre sem a mensagem de Augie e piora quando o chefe indaga quem ela poderia levar ao casamento dele. Claro que ela pensa no boy e aguenta a censura de ser cedo para tal iniciativa.

 

E eu concordei, né?

 

A história de amor

 

Love Life (1x01) - Augie e Darby

 

Augie finalmente manda mensagem para Darby e Darby fica radiante. Ainda há luz no fim do túnel, pois, a partir daí, as coisas engatam e engatam do jeito que ela espera. O envolvimento é saudável e ele continua sendo o cara legal que se apresentou no karaokê. E, apesar do evidente sexo incrível, o mais interessante nesse primeiro momento de Love Life é os diálogos. Ambos conversam abertamente. Sentem-se à vontade um com o outro. Ela fala sobre o divórcio de seus pais e ele fala dos pais que namoram desde o colégio enquanto jogam cartas. Ele a ouve e a enxerga (e parece até mentira).

 

Não há motivo para Darby não mergulhar de cabeça. Tudo naturalmente se encaixa.

 

Por um momento, eu tentei encontrar minha crítica interior que não perderia tempo em rasgar Love Life em mil pedacinhos. Eu resmungo quando personagens apresentam só arco romântico. Normalmente, isso acontece para beneficiar o desenvolvimento do personagem masculino – que também, normalmente, precisa ser salvo dele mesmo e a mulher acaba se sacrificando por isso. O que me ajudou foi relembrar que a série é sobre experienciar o amor e o Piloto ainda entregou a contrapartida sobre a caracterização de Darby se desenvolver por meio dessas relações. Provavelmente, para fazê-la enxergar que não é temporária e que, talvez, ela precise refletir antes de se jogar.

 

Isso de um ponto de vista de conter um pouco os danos emocionais, sabem? Mas essa sou eu falando, a alienígena que tem muitos escudos sobre o amor romântico. Aqui em meu território, Augie teria que se provar demais!

 

Voltando ao casal, meu envolvimento foi tanto que eu mesma não queria que o relacionamento terminasse. Eles deram um ótimo match pelo tempo que ficaram juntos (com o auxílio de salto temporal) e os atores expressaram uma ótima química. E claro que esse biscoito é dado pela forma como ambos articulam suas conversas. Deu uma sensação de honestidade, especialmente no momento que o personagem conta sobre sua proposta de emprego.

 

Sem contar que o casal trouxe para o convívio a questão da intimidade. Fato que abre o Piloto a fim de esclarecer qual é a aspiração amorosa de Darby em 2012 (já que aspirações mudam com o tempo). Tudo na forma de questionar como a outra pessoa nunca leu Jane Austen na vida (e essa foi para Darby e eu ri porque não fez o menor sentido visto que ela é a vida romântica da trama), andar pela casa de pijama, fazer uns pipis na frente um do outro e fazer aquela limpeza esperta nas narinas. Para alguns isso é corriqueiro e nada especial, mas, para o contexto da série, cada momento especificou o quanto os dois estavam investidos no romance e no aparente caminho certo.

 

Augie é quem dá um pouco a Darby a possibilidade de estar com um par que cumpre os papéis acima mencionados. Finalmente ela tem e o vive com intensidade. Dos relacionamentos vazios que marcaram a mudança dela para NYC, a personagem foi encontrada por um alguém cheio das promessas (na mente dela, claro). A pessoa que sai para comer, que você cai no sono e usa o ombro de apoio, que você assiste Netflix e fica de boa, que faz sexo oral (importantíssimo!!) e te deixa leve. Tudo que ela idealizou a partir da observação constante de casais (supostamente) perfeitos se concretizou. E seu mundo é perfeito. Até a casa cair e eu começar a ficar tristíssima em minha sala!

 

Love Life (1x01) - Darby e Augie

 

O destino tem lá seu jeito de pregar peças. Ainda mais sobre o amor a fim de testar as famosas adversidades. Augie recebe uma proposta incrível de job e que sugere uma mudança efetiva para Washington. Foi bem engraçadinho vê-lo desconfortável, embora eu tenha pensado se não foi a forma dele em tentar não ferir Darby. Ou em conter o que mais tarde se revelaria como um comportamento de se achar superior por ser o homem adultão político.

 

Na outra ponta da mesa, deu para ouvir o coração de Darby tremendo e se esforçando para não ceder aos frangalhos. A expressão dela de quem perdia no amor não ficou omissa um só segundo. Ela o apoiou ao mesmo tempo que realizava que o relacionamento falhava em uma questão: ser permanente. Por isso não foi espantoso que a personagem sugerisse que ambos vivessem aqueles dias até novembro em vez de terminarem na lata.

 

Contra fatos não há argumentos: alguém iria embora. Como aconteceu com seus pais. Porém, Darby, aparentemente, não sacou que as partidas acontecem não por ela ser o problema. Há outras camadas da vida que são permanentes. No caso, as pessoas que nos cerca.

 

Pelo desconforto, foi difícil acreditar que ambos entrariam em um consenso sobre namoro à distância. Ainda mais quando Darby é a parte mais intensa. A parte que quer o toque, passar tempo junto, ouvir a voz de quem ama.

 

Laudo: nenhum dos dois cedeu. A série já começou e me deixou chateada.

 

Por outro lado, Augie revelou não ser tão “perfeito” assim. Ou “tão legal” como Darby quis nos vender. Em nenhum momento ele a chama para ir junto. Em nenhum momento ele elabora um tipo de conversa que os orientassem a construir o futuro. Nem ela questiona visto que tudo dela se concentra no iminente fim. Revelando que, mesmo de modo quase omisso na trama, ela estava à mercê das decisões dele sobre como levar o relacionamento. Literalmente, a personagem acreditou em fluência antes mesmo de Sara lançar tal conselho.

 

E tudo bem. O Piloto traz um tipo de inocência amorosa que orna com essa versão de Darby. Com esse tempo de Darby. E ela tinha que perdê-la.

 

Love Life (1x01) - Darby e Augie

 

O auge rumo ao término acontece no casamento do chefe de Darby. O reflexo do quanto eles estavam comprometidos, pois qualquer outro cara poderia ter negado. Principalmente quando uma das partes vai embora. Sem contar que um convite desses se equipara a convidar o cara a conhecer os pais em menos de uma semana de relacionamento. De todo modo, essa foi outra expressão das urgências românticas da protagonista. É o último sopro contra a verdade latente do rompimento visto que poderia haver uma luz no fim do túnel.

 

É não teve!

 

A sensação de fim é facilmente lançada sem que os dois abram a boca. Está no ambiente. Está na face deles. Darby está inquieta e Augie tem o olhar de despedida. Eles dançam e se contemplam até tudo dar errado. Eu fiquei meio passada com a briga que escalou do nada. Ao ponto da personagem lançar luz à sua carreira e tirar Augie da sua zona colorida. Todo mundo tem um aspecto acinzentado, vamos ser sinceros!

 

O caso de Augie: o já citado sentimento de superioridade que fica mais claro nessa cena. Ele faz uma pequena chacota sobre a carreira de Darby. A pessoa que não tem a autoestima muito boa, mas finge. O que não foi de todo ruim, pois, nessa cena, se revelou que a personagem tem outro nervo sensível. Que parece doer um tantinho mais em comparação ao que ela vivenciava ali com Augie.

 

O modo como ela subiu as defesas rapidamente sobre a piadinha desnecessária. Putz! Pode ter sido o álcool, ou o fato de que a jovem não articulava suas emoções, mas há algumas garras ali. Mesmo que muito contidas e eu amei!

 

Em contrapartida, a treta foi meio sem causa visto que o casal nunca conversou sobre carreira. Augie não pentelhou o que ela faz para ter um salário e vice-versa antes de comparecerem ao casamento. Ambos transcorrem romanticamente sintonizados pela trama – o que incluiu os amigos em comum e ficou muito legal. E, do nada, houve a piadinha chata. Independentemente, a briga rolou em espaço de emoções exacerbadas. O foco era revelar os famosos defeitos já que ninguém é blindado ou intocável.

 

Assim, tudo se transforma em faísca e em ataque de um segundo a outro. Até não ter como conter a combustão. Nem de se ouvir o coração estilhaçando. No fim, eles se amam, mas não podem ficar juntos. Nem a distância, porque é “difícil”.

 

Daí fica o questionamento: será que se amavam mesmo? Ambos poderiam ter lutado mais, não? Não sei, mas a dita realização de que o amor não é para Darby vem na visão do casal casado dançando e se divertindo. É o espelho do que ela quer de verdade. Intimidade e permanência. Augie deu a intimidade, mas não foi permanente.

 

Love Life (1x01) - Augie e Darby

 

Eu te amo.

Adeus pra sempre.

 

Apesar dessa briga sem pé e nem cabeça, o término seguiu seu curso natural. Assim como tudo começou na história de ambos. A conclusão me deixou triste, pois eu realmente curti os dois. Assim, meu coração também é incuravelmente romântico e ele se derreteu todinho quando Augie revela que o gato que Darby interpretou no musical Cats existe. Foi o soco de deixar as pernas que nem gelatina, fala sério! E o significado disso foi para além das entrelinhas.

 

Revelando esse fato, Augie afirmou que Darby importa. Que ele a ouviu ao longo do relacionamento e aderiu às informações. Ele realmente a amou como o declarado na festa de casamento e eu senti a tela da minha televisão estremecendo. A personagem ouviu o que não esperava ouvir: a verdade da reciprocidade. Bem ali, diante dela. Despedindo-se dela. Dessa forma, é esperado que ambos guardem um ao outro com positividade.

 

Darby foi vista e ouvida por alguém e teve reciprocidade. Em 2012. Contradizendo as impressões plantadas na infância e na adolescência em meio à guerra dos pais e aos relacionamentos fúteis do passado. É o que dá a entender no início desta jornada que não termina feliz. Mas, sem dúvidas, termina com uma bagagem nova de aprendizados.

 

Pior que eu gostei muito de Augie e foi fácil começar a torcer para que ele se transforme na Pessoa. Foi quando a narradora me deixou óh, toda arrepiada: achamos que não encontraremos a pessoa sendo que essa pessoa nos procura também. Foi aí que Love Life me ganhou de vez! Vênus em Câncer é tudoh!

 

O que começa no inverno regado de neve termina no inverno regado de neve. Intrigante porque esse relacionamento não foi gélido. Foi um relacionamento quente no sentido de ser como um abraço. Acolhido. E realmente foi doloroso para Darby ver um tiro aparentemente tão certo sair pela culatra.

 

Sobre Darby Carter

 

Love Life (1x01) - Darby, Sara e Mallory

 

De certo, Augie foi o primeiro relacionamento longo de Darby. Encaixa na parte da thread mencionada na abertura desta resenha sobre o primeiro amor. O acerto que preencheu suas aspirações mais íntimas naquele ano e que, de quebra, deu a chance para a conhecermos nesse ínterim de tempo. Mais precisamente no instante em que ele some visto que tem espaço para a introdução da protagonista. E isso incluiu a apresentação das amigas e do próprio Jim, a quem também descobrimos como se relacionam com a personagem e entre si.

 

Mesmo não dito, Darby está no início da carreira e deve ser formada em arte. Ela atua como guia/monitora de um museu. Vive com Sara (a quem tem um relacionamento ótimo). E tem iniciativa. Embora exista a característica de que ela objetiva amor e precisa trabalhar para melhorar suas conexões, aqui claramente temos uma personagem que se joga. Ela não faz o estereótipo da tímida, por exemplo, muito comum no gênero de romance. Nem é a “esquisita”.

 

Ela vê a chance do amor e simplesmente vai a mil quilômetros por hora. E toda a sensação de ser “esquisita” é um produto do que lhe aconteceu no passado. E, apesar disso, não há delongas na hora de se relacionar e isso me agradou. Ainda mais quando seus complexos se revelam/expressam na relação e isso contrapõe Love Life a conteúdos que juram que estamos prontos para amar. Além de ignorarem o poder de um background todo zoado.

 

O caso de Darby e esse background não é ignorado. Suas inseguranças pulsam na trama. Viés que encontra seu equilíbrio na rotina da protagonista e segue em paralelo. Ela tem uma vida à parte dos arcos românticos e isso deu mais camadas a série visto que há outro ponto de atenção. Fato que aumentou meu interesse!

 

Tão quanto outras camadas da personalidade (amorosa) de Darby que meio mundo já deve ter passado dentro de um namoro. Ela chega a fingir que curte esportes para participar da vida do boy. É o famoso “falta de personalidade”, pois a regra é você ser você mesma e se a outra pessoa não estiver a fim, bem, essa pessoa que vaze! Só que ela não quer que a pessoa vaze. É seu momento mágico. Tem que preservar. Ai, ai essa Darby, viu?

 

É um sutil esforço que a leva a se anular minimamente neste episódio. Por isso foi tão importante Augie contar sobre o gato de Cats. É o aviso que ela não precisa se esforçar tanto e nem se anular para caber na vida de outra pessoa.

 

Love Life (1x01) - Darby no museu

 

Outra camada revelada de Darby é o complexo sobre outras mulheres. Em uma cena específica no museu, ela se indaga que até a mulher que dançava ao redor de uma estátua artística encontrou a cara-metade e ela não. Há uma autocrítica ácida da parte dela, como se aquela mulher, pelas suas atitudes, não merecesse ter um relacionamento (e casar!!!). O que traduz a percepção de que a protagonista “faz tudo certo” e, ainda assim, não consegue manter ninguém ao seu lado.

 

Quem nunca flertou com esse pensamento, né? Darby refletiu sua evidente insegurança de não ser boa o bastante, especialmente para o casamento (há muito comentário sobre casamento, inclusive). E Augie certamente deixou o agridoce, pois ele escolheu a carreira e não ela. O que não é errado, diga-se de passagem.

 

Tudo de bom, mas, apesar de várias tomadas de atitude de Darby e de suas conversas interiores e com Sara, o piloto de Love Life dá a entender que sua protagonista é passiva. Que, mesmo com a carreira em possível ascensão, ela só tem objetivo amoroso. Ao menos nesse primeiro momento não é mentira. Ela aparenta ser uma sombra que tenta se adequar ao amor para não perdê-lo. E tudo bem também. Muitos dos nossos complexos e ditas imaturidades se apresentam no instante que a vida a dois começa. As ervas daninhas sempre têm sua hora exata de surgirem. Ainda mais quando há um pouquinho de inocência da nossa parte – que é também o caso de Darby.

 

Fora do centro Augie, quem também ajuda a movimentá-la e a revelar mais camadas é Sara – que me conquistou logo de cara também (e Zoe Chao é tudo!). É quando ambas tratam de outros assuntos, além de revelar quem é essa roommate descoladíssima. O mesmo para Mallory que soa como a razão entre ambas. A pura alternância entre amor e amizade.

 

Saber da carreira de Darby definitivamente amansou meus sentimentos avessos diante de protagonistas que recebem só arcos românticos para navegar. Love Life ganhou bônus comigo porque eu me vi entregue e encantada.

 

Muito disso se deve a Anna Kendrick, lógico! Ela finalmente se rendeu ao drama e fico contentíssima. Além de ser sua outra experiência na TV junto com Dummy. Eu gosto das comédias dela e tal, mas meus filmes favoritos pertencem ao ciclo dramático. É nesse ciclo que Kendrick dá o seu melhor!

 

E que bom que estou aqui para jogar biscoito na ícone por mais 9 resenhas.

 

Concluindo

 

Love Life (1x01) - Darby grávida

 

Eu fiquei tão empolgada com esta série e tive medo real de me decepcionar. Uma empolgação não exclusiva pela Anna ou porque Paul Feig está envolvido nessa também e Anna ainda foi produtora executiva. Foi mais porque eu meio que senti que essa história me faria um bem danado. Que seria uma espécie de reinício – e eu não sei explicar.

 

Mas, se posso tratar como reinício, sem dúvidas é voltar a escrever resenhas.

 

Há os motivos mais palpáveis, como: série adulta, protagonista interpretada por uma atriz que admiro demais, background em NYC, ter amor (heterossexual) como tema. Eu amo histórias cosmopolitas. Senti-me contempladíssima!

 

O gostinho final que Darby deixou é que, talvez, ela queira o melhor dos dois mundos. E ela não está errada. É bom escalar profissionalmente enquanto se navega amorosamente. Queria eu ter essa coragem, mas eu fiz o voto de carreira primeiro. Não recomendo, pois continuo bem aqui flopadíssima.

 

Confesso que fiquei surpresa pela série ter aproximados 30 minutos, mas o modo como o tempo passa facilita o ritmo do episódio. O salto temporal transmite a sensação de profundidade, embora a trama só entregue os resultados depois do primeiro beijo e da primeira noite de sexo. O que não achei de todo ruim, pois Darby conseguiu ser introduzida como uma pessoa além da pessoa que quer encontrar a Sua Pessoa.

 

Este episódio entregou o quanto encontrar alguém é a aspiração maior de Darby, não se apoiando tanto nas pessoas ao redor e na relevância profissional. Foi a base da quebra da inocência, tendo a diferença de abordar relacionamentos. Justo já que a série se chama Love Life e não Career Life.

 

Anna torna tudo tão fácil de acompanhar! É como eu me sinto com relação aos trabalhos dela e isso me faz um bem danado também. Sou suspeita pra falar, óbvio, porque eu jogo o tapete para quase todo job dela.

 

E é isto! Para quem chega agora, eu sou dada a textão e eu descobri recentemente que não consigo fazer análises compactas (tipo ver a temporada completa e escrever sobre em seguida). Só em casos de séries finalizadas. De qualquer modo, eu continuarei postando as resenhas de Love Life todas as sextas!

 

Se você assiste a série neste momento ou já assistiu tudo (o meu caso, mas vamos fingir!), comenta aí!

 

PS: eu não acredito que estou resenhando uma SÉRIE protagonizada por ANNA KENDRICK. SOS!

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Stefs Lima
Escritora dividida entre o tempo e o espaço. Colecionadora de achados e perdidos. Ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I AM THAT GIRL. Não poupa no textão e nem nas doses diárias de café. Além disso, acredita piamente que você pode ser sua própria heroína.
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