05jun
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Eram fins de 2019 quando bateu a vontade de ver a última temporada de The Originals. Eu me lembrei de algumas séries incluídas no famoso “para ver depois” em meio ao período de muita limpeza e de faxina para deixar esse mencionado ano para trás. Neste caso, o depois veio um ano depois – e vamos de redundância.

 

Parece pouco tempo, mas, para mim, foi um tempo enorme. Considerando que passei outros anos da minha vida dedicada a este universo (que começou com The Vampire Diaries), o afastamento, com direito a interromper as resenhas, me deu uma visão fresca sobre o conteúdo. O tempo dissolveu as birras acumuladas.

 

Isso não significa que não passei raiva em nome dos velhos tempos. Certas coisas nunca mudam, né?

 

Ter me afastado deste universo me trouxe uma experiência satisfatória. Ao ponto de ter me influenciado a escrever este texto. Tanto para deixar minha opinião registrada quanto para encerrar o bloco de resenhas sobre The Originals. E vamos de outro famoso “antes tarde do que nunca”.

 

 

Rebobinando, The Originals sempre teve uma carga diferente na minha vida. Ela se tornou parte da minha existência como a boa fangirl que fui (ou ainda sou, não sei). Assim como aconteceu com The Vampire Diaries, eu conheci pessoas incríveis e aprendi bastante durante o processo de resenhas. Não significa que tenha sido menos estressante, porque não foi. Eu dei toda a minha energia e cheguei ao ponto que eu não aguentava mais escrever sobre o ciclo repetitivo de trama. Eu passava mais tempo enumerando defeitos que qualidades. E isso é cansativo também.

 

Para quem chega aqui agora, eu não curto gastar energia com o que eu não gosto (ou não gosto mais). Dá a impressão que escrevo à toa. Com The Originals, chegou o tempo que os personagens não mudavam. As storylines, principalmente as que envolviam Klaus Mikaelson, “mentiam” sobre grandes reviravoltas. Tudo terminava nas mesmas mortes pelos mesmos motivos. Um quadro resumido, mas que serve para dizer que eu estava de saco cheio das enrolações de Michael Narducci e Julie Plec. Todo season finale e eu querendo dar com a testa no teclado.

 

Eu despluguei de vez assim que The Vampire Diaries entregou seu series finale. Cheguei a crer que conseguiria manter o pique com The Originals, ainda mais por ser a última temporada e ter estreado um tempo depois, mas não deu. Da diversão tudo se tornou uma chata obrigação.

 

 

Sem Narducci, eu tive apenas a Plec para suportar durante a experiência com a 5ª temporada. Ela não me decepcionou com seu hábito (se é que ainda posso colocar dessa forma visto que parei de acompanhá-la) de matar personagens femininas a fim de criar angústia masculina. A fim de mover uma realização para que os personagens masculinos evoluíssem magicamente. Óbvio que isso é ironia, pois eu detestei com todas as minhas forças os desdobramentos da Hayley. O mesmo para Ivy que acarretou a saída de Vincent de New Orleans. Era 2018 e as mulheres seguiram morrendo neste universo.

 

Um ponto que exemplifica o tanto de raiva que senti durante esta jornada final (e nas temporadas passadas). Emoção que foi se transformando em doses lentas conforme eu acompanhava o desenvolvimento de Hope. A real heroína da S5 de The Originals.

 

O que rolou?

 

The Originals - 5ª temporada - família Mikaelson

 

A S5 traz uma Hope crescida. Ela estuda na escola de “jovens especiais”, localizada em Mystic Falls e que está sob os cuidados de Caroline e Ric. Aka Salvatore Boarding School for the Young & Gifted, a herança de The Vampire Diaries. Sua trajetória dramática começa com chute na porta visto que ela tem a grande ideia de ceder seu sangue a um colega – criando um híbrido. Até aí tudo bem, mas não demorou muito para eu ter uma preocupação que, com certeza, seria maior se eu tivesse acompanhado esta temporada na época de exibição.

 

No caso, a sombra de Elena Gilbert. Em poucos minutos, Hope não só fazia uma burrada como demonstrava os primeiros sinais de um interesse amoroso. Eu apenas disse: de novo não!

 

Na contramão, o primeiro episódio trata onde se meteu todo mundo e planta a motivação de retorno dos Mikaelson. Com um foco maior em Klaus que é a pessoa que Hope trata de atrair com outro plano errado da sua carreira: fingir que Hayley foi sequestrada. O que gera caos, atiçando aqueles que odeiam híbridos e impulsionando a premissa de segundo plano – vampiros nazistas.

 

A partir daí, The Originals entrega uma temporada milagrosa que não foca em trama. O intento foi limpar o que restava de Hollow para assim centralizar os personagens e redimir Klaus. E Hope dá um novo sopro para a série e reconfigura a dinâmica dos Mikaelson.

 

Klaus vs. Elijah

 

The Originals - 5ª temporada - Klaus

 

Todo protagonista tem seu chamado e o chamado de Klaus foi Hope. Graças ao plano fake de que Hayley sumiu – e a permanência veio porque Hayley realmente sumiu. Os roteiristas tiveram que montar e fortalecer a relação pai e filha em 13 episódios, curto tempo para entregar uma relevante e convincente transição. Daquele jeito sem queimar etapas. Algo que a série desaprendeu.

 

Ao menos, no passado já que a S5 engata uma nova fase. Uma folha em branco. Todos os personagens se encontram no vazio. Permitindo uma melhor expressão dos temas centrais, como amor, redenção, aceitação e legado. Melhor ainda: sem correr o risco de se terminar empalado no fim da temporada!

 

O tempo resenhando The Originals me ensinou a ficar muitíssimo irritada com Klaus e nossa relação se tornou uma discussão entre doses de admiração e raiva. E quanto mais eu fui compreendendo que os Mikaelson não passam de uma família abusiva, bem, a coisa toda piorou. Quando vi, eu só sentia raiva, porque eu não aguentava mais determinados modos de operação. Com mais evidência ao híbrido a quem ficou difícil passar o famoso pano.

 

A S5 deu uma essencial clareza quando conversamos sobre o efeito negativo de séries muito longas: tropes batidos, necessidade de proteger o protagonista até o fim, prometer uma mudança que não vem e assassinar pelo choque de valor. Tudo piora quando o tempo do conteúdo coincide com uma época em que os telespectadores estão mais alertas a nuances problemáticas. Se no passado foi fácil engolir Klaus agindo indesculpavelmente, no tempo da S4 eu o queria no caixão mais próximo amanhã!

 

A crítica também cabe aos roteiristas que romantizaram as mortes femininas. Há uma violência horrenda em The Originals contra as mulheres e a S5 não propôs diferença. Ah mas são vampiros! Eu pouco me importo ainda mais quando Damon hipnotizou Caroline na S1 de The Vampire Diaries para “se alimentar dela” e aquilo foi estupro.

 

Voltando ao Klaus, ele era o intocável. Ao ponto de Narducci e Plec ignorarem a regra literária sobre Kill Your Darlings (o que desgastou TVD com o morre e retorna). Eu até entendo. Há uma dinâmica maior que a dos criadores, como a audiência. Se o híbrido morresse na S2, não teria sentido continuar com o enredo.

 

Ou teria. Tanto escritor se reinventou depois de aniquilar um personagem querido, né? Digo por mim: eu continuaria a assistir TO tranquilamente e muito mais aliviada.

 

É verdade que esse Mikaelson passou por tudo de violento. Porém, ele foi a real causa de eu ter abandonado a série visto que eu parei de dar imunidade. Eu não suportava mais sua toxicidade sem fundamento. Entretanto, os roteiristas trouxeram diferenças na storyline dele na S5 e isso contrariou um pouco o passado.

 

O motivo é óbvio: a temporada era o encerramento da saga. Não havia mais desculpa para repetir trope. Nem para encher linguiça. Nem para passar paninho. Era o momento para dar a ele o que enrolaram por anos: a redenção. Enrolando? Sim! Por quais motivos dar a redenção ao protagonista/antagonista sendo que nem era o fim da jornada? Tiveram que segurar ao máximo e restou os repetecos.

 

Sim, eu entendo a parte da caracterização, mas, sendo básica, deixou de ser legal para ser previsível. Pelo menos, Klaus ainda conseguiu sair com um legado invicto se eu pensar em Katherine Pierce que detonaram na S5 de TVD.

 

Um dos grandes impasses do desenvolvimento de Klaus é que os roteiristas o seguraram de todas as formas possíveis e inimagináveis nas áreas cinzentas. Sempre querendo vingança. Sempre aniquilando inocentes. Sempre empalando os irmãos diante de suas próprias consternações. Era um máximo porque Joseph arrasava toda vez. Contudo, nunca foi omisso que esse Mikaelson rodava o mesmo disquinho. E eu não queria ver o mesmo disquinho.

 

É aí que entra Hope. A personagem que conseguiu deixar meus sentimentos suaves sobre esse Mikaelson pelo que mencionei acima: mudança na dinâmica. Por meio dela, eu dei uma nova chance a ele e não é que valeu a pena, gente?

 

Por quais motivos valeu a pena? O híbrido conquistou uma nova caracterização. Como? Foi preciso diminuir um pouco o ego para se ter espaço para o impulso de melhora. Além da violência, o personagem sempre foi ego (e ego ferido) e Hope se saiu como o freio de segurança. Fazendo-o aprender o famoso vamos pensar antes de agir. Claro que ele peca no começo, mas, depois, há uma boa evolução.

 

Hoje, pode ser que eu entenda o fato de o terem segurado nas áreas cinzentas. Não havia um grande motivo para uma baita transformação. Apostaram ali na Cami, sem compromisso, mas, na menor chance, a mataram. Sem deixá-la passar pelo vampirismo como aconteceu com Elena. Traduzindo que uma vez que tiram algo dele, nada mais importa a não ser mais vingança e morte. Com isso, que ele é incapaz de mudar.

 

Isso alimentou o famoso “sem tempo irmão” para esse cidadão na minha vidinha. De boa.

 

The Originals - 5ª temporada - Klaus

 

De qualquer maneira, os roteiristas precisaram manter Klaus nas áreas cinzentas. Afinal, ele valia tanto como protagonista quanto como antagonista de The Originals. Sem contar que era o único jeito aparente de ele ser interessante já que não havia quem não curtisse as versões letais de alguns personagens do TVD-verse. O exemplo simples é Stefan que fez Paul Weasley ser aclamado pela versão ripper. A questão é que saturou por ter se tornado estepe para quando não se tinha história ou não conseguiam retomar ou transformar um personagem com coerência.

 

Sem dúvidas, é um tanto mais fácil os bonzinhos ganharem frescor ao se aplicar uma dose de vilanidade. A diferença de Klaus é que ele precisava conhecer seu lado nice guy e ficar um pouco ali. Uma transição um tanto mais difícil, porque mexe com vulnerabilidade. Pede-se para parar de ser implacável e defensivo. E para deixar as pessoas entrarem na sua vida.

 

Combinações que nunca foram a cara do híbrido, embora ele nunca tenha poupado algumas lágrimas. Contudo, ele sempre escolheu ser irredutível já que seu foco era manter tudo e todos temendo sua presença.

 

Se há uma resposta para todo o trauma de Klaus, definitivamente foi tentar controlar tudo pelo medo. Compreensível até certo ponto visto que ele passou a vida sendo perseguido por Mikael. Baixar a guarda não era praticável. Assim, nasceu sua maior defesa.

 

O que me faz dizer que: eu saí ainda admirada com o time de roteiristas de The Originals. Apesar de alguns contextos terem sido nada essenciais ou sem lógica, eu senti que cada um deu seu máximo para que Klaus tivesse uma jornada coerente. Que não o mudasse radicalmente ao ponto de fazê-lo se esquecer do que o fomentou desde seu início em TVD. E aqui está meu grande saco de biscoito, pois o personagem não se perdeu. Deu tudo certo!

 

Klaus até se encontrou, gente! Algo que duvidei graças ao tanto de tempo vendo os roteiristas não entregarem o que entregaram na S5. Eu tinha forte a impossibilidade de mudança. Eu estava muitíssimo cética, pois o híbrido sendo o habitual híbrido se tornou o pote de ouro. A regra inquebrável. O motivo de muita gente ter permanecido com a série. Eu o usava como desculpa para me manter junto à família, mas, como comentei, eu desisti.

 

A desistência caiu bem, pois eu me surpreendi com a jornada de Klaus. Quando a mudança veio, eu fiquei óh, toda arrepiada! Joseph Morgan roubou meus aplausos pela última vez e não foi tão difícil, porque esse Mikaelson apresentou várias vezes sua vulnerabilidade. E se deixou sentir. Além disso, ele se permitiu a uma leve autocrítica.

 

Sem a autocrítica, certamente o series finale não seria daquele jeito. Era preciso fazê-lo enxergar que não foi muito diferente de Mikael ao longo dos séculos. Que a mudança seria impossível se ele não parasse de culpabilizar os outros pela sua falta de controle. Eis que uma filha se sobressai na multidão como o grande motivo que faltava para inspirar a redenção dele. Muito melhor que apostar em outro interesse amoroso e retirá-la no fim de tudo.

 

The Originals - 5ª temporada - Elijah

 

Essa transformação não foi fácil, pois Elijah sem memória serviu de bifurcações na storyline de Klaus. Ele fundamentou a nova e única transformação que o híbrido precisava. E, ao contrário do prometido, do clamado desde o início da fuga dos Mikaelson, o irmão mais velho atuou indiretamente.

 

No começo desta temporada, dá a entender que Klaus perdeu a cabeça, mas o que ele fazia era um movimento costumeiro. Que teve chamada de atenção até de Caroline Forbes mesmo não sendo ações sem motivo dessa vez. Ele sentia falta da sua base. No caso, Elijah, que o renegou várias vezes em função da amnésia. O desequilíbrio não foi por traição ou por paranoia – embora paranoia fosse um traço que nunca abandonou o híbrido e jamais iria.

 

Klaus sentiu o peso da família separada e causou para chamar atenção. Tudo porque ele queria de volta quem sempre quis sua redenção, quem lhe dava os conselhos e o controlava, e está aí um cidadão que nunca lidou bem com negativas. E ele teve que engolir. E aprender a se engolir solitariamente também.

 

Não que esse viés seja muito diferente das outras temporadas. Porém, os plots anteriores não trouxeram esse Klaus. Aquele que até aceita tomar umas porradas e fica de boa. Não sei vocês, mas esse era o Klaus que eu queria ver já na S3 – e que não aconteceu por motivos de renovação da série, lógico.

 

Os roteiristas até que acertaram nessa bifurcação. Por vários episódios, lá estava a versão predadora e vingativa do híbrido sendo motivada pela “indiferença” do irmão mais velho. E eu fiquei: e lá vamos nós de novo, mas pensa que é a última vez. Daí, se viu que era o famoso mal necessário, pois Klaus necessitava atingir um pico de vilanidade para que os elementos que o marcaram por tantos anos não fossem subitamente apagados. Era preciso relembrar quem ele era assim que a S4 terminou para solidificar a mudança de suas nuances.

 

Tornar o cinza gradativamente mais colorido. Ninguém muda de uma hora para a outra e Klaus sempre espelhou isso. Toda vez que havia esperança de que agora ele pararia, ao menos, de empalar os irmãos, vinha uma intempérie que garantia encerramentos a desejar.

 

As famosas “praticidades” já que o híbrido tinha que ser mantido com a mesma caracterização para não perder o encanto. Ao mesmo tempo que ele precisava ser bom em vencer quaisquer vilões ou intrometidos para ser o herói. Não havia um equilíbrio, porque ele precisava matar um aqui e outro ali para engatilhar o sentimento de que agora ele mudaria ou morreria. E que tudo bem ele sair aniquilando até os inocentes para assentar a paz no Quarter.

 

Mas, como Vincent disse, Klaus é uma barata. Era…

 

The Originals - 5ª temporada - Klaus e Elijah

 

Para além de Elijah, havia a premissa que serviu de estopim para dar uma nova luz ao implacável Klaus. A causa do sumiço de Hayley e da perseguição de sua filha: híbridos serem uma aberração sobrenatural a ser aniquilada. O destaque da questão acontece no 5×05, episódio de transição que traz um flashback que fortalece a trama.

 

No caso, vampiros querendo uma raça pura de… Vampiros. Vampiros que querem a retomada de seu status de predadores e de donos do Quarter. Soa familiar? Esse foi o tema da S1, época que Marcel ditava as regras da hierarquia sobrenatural.

 

O que se revelou no mencionado flashback contribuiu para mudar todo o jogo de Klaus. Tão quanto suas preocupações – que não se voltaram a favor do seu ego e da sua imunidade. Mostrou-se uma faceta quase do bem de quem, na Alemanha de 1933, chamava os híbridos de seus iguais. Mais sua família que a própria família.

 

Como mandam as regras, outra parte do passado de Klaus culmina, logicamente, em um ato de vingança que o persegue no presente. Tão quanto todos os híbridos do Quarter. Eis o movimento Sienna que se entremeia na storyline de um desmemoriado Elijah que está envolvido com uma das herdeiras.

 

Elijah agiu como fogo nos ânimos de Klaus. Tudo para que a parte mais letal dele não fosse esquecida – e as dosagens moderadas fizeram bem para a trama. Uma contradição visto que esse irmão sempre se saiu como a base essencial para mantê-lo equilibrado. E o desequilíbrio entre ambos foi tão importante quanto acompanhar o híbrido ressignificar o amor. Aquele que une e reúne. Contrário ao temer o momento em que se terminará empalado no caixão mais próximo.

 

Até tudo isso escalar, Klaus se vê sem o irmão mais velho, sem orientação de Hayley e agoniando o fato de Hope ser alvo e arma de uma possível guerra (que não rolou). O que não alterou a perspectiva do personagem em agir com emoções exacerbadas.

 

E onde foi parar Hollow? Eu mesma me pergunto de tão rápido que a coisa toda aconteceu. Mas, basicamente, o plot foi uma ponte para reunir os Mikaelson e para Hope ter seu desenvolvimento sobrenatural. O assunto se tornou uma sombra, embora tenha servido para botar pressão no grande sacrifício de Klaus no series finale.

 

O tabuleiro de conflitos da S5 contribuiu para dar um novo fôlego a série e renovou o foco nos personagens. Só assim para Klaus apresentar mais camadas e ter o milagroso aprofundamento. E por ele ter contado com mais aprofundamento, todos ao seu redor se desenvolveram mais também. Deixando claro o que eu já via nas temporadas passadas: ele empacava vizinhos e tramas.

 

O híbrido sempre foi o farol e todos giravam ao redor dele. Agindo e reagindo conforme os sinais desse farol. O que largava o falso senso de amadurecimento quando, na verdade, era mais do mesmo. Vamos lembrar que Klaus sempre fazia alguém retroceder a troco de nada. Isso mudou consideravelmente na S5 e foi ótimo ver muitos crescerem. Outros já estavam prontos, como Freya e Vincent. Ambos sempre foram independentes justamente por pertencerem a outro clã – e serem o saco de pancadas gratuito.

 

Felizmente, todo mundo se encaixou sob uma nova luz graças a alteração de tom e de vieses. Abriu-se para novas discussões familiares. Tão quanto para mostrar os Mikaelson em uma lupa muito mais íntima e humana. Tudo porque Hope era quem mais importava – e, claro, encontrar Hayley no meio do furdunço nazista.

 

The Originals - 5ª temporada - Klaus e Mikael

 

O desafio de Klaus também foi aprender a liderar por conta e com sabedoria. Inclusive, enfrentar a verdade de não ter referência paterna para ser um bom pai. A parte que realmente se destacou, pois não há como negar que o híbrido deixou tudo nas costas de Hayley (salvo a parte que ele teve que sair do Quarter por causa de Hollow). Uma vez sem a little wolf, o cidadão teve que aprender a se virar com a filha. Nisso, a explorar sua vulnerabilidade sempre negada.

 

O que trouxe cenas engraçadinhas como vê-lo recorrer às mulheres porque ele não conseguia compreender a necessidade de sentir algo X e Y. Ele se viu incomodadíssimo com a perspectiva de se importar, de proteger, de entender que Hope precisa dele como figura paterna e não como o desvairado do Quarter. Eu ri do quanto ele resmungou sobre sentir o que sentia. E chorei quando ele escolhia ir a favor da sua dita natureza que se inflamou século a século por causa de Mikael.

 

Klaus teve o desafio de lidar com sua dita natureza ao mesmo tempo que outra natureza queria se instalar em seu ser. Uma figura que ele nunca conheceu e nem saberia como ser. Afinal, o híbrido foi “educado” a base da violência e a violência se tornou sua “essência”. Sua forma de controle sobre todos. A educação. Não é à toa que foi estressante vê-lo tratar Hope como arma para conter os rebeldes do Quarter. Dane-se se qualquer erro acarretasse o despertar do lado lobo dela (e foi exatamente isso que aconteceu). Eu passei minutos de pura raiva!

 

Passado esse susto, que me fez acreditar que Hope perderia ao se tornar uma mini-Klaus, se revelou um real comprometimento do híbrido em melhorar. Realização que ganhou pungência quando ele abraçou Hollow. Dessa forma, foi ok vê-lo cair nas suas próprias artimanhas. Há certos padrões que não vão embora e o interessante foi o que começou a nascer depois. Um depois que, como disse, os roteiristas barraram por anos.

 

Ao longo de 13 episódios, foi extremamente surpreendente ver Klaus se apaixonando pela filha. Tentando se estabelecer com mais confiança entre os irmãos. Ouvindo um tanto mais. Perdendo-se como manda seu manual pessoal de instruções. Ele foi deixando de ser o Klaus Mikaelson que chegou em Mystic Falls. O Klaus Mikaelson que chegou ao Quarter querendo ser rei. Aos poucos, ele foi deixando de pensar em si mesmo e muito desse crédito cabe a Freya também. Uma personagem que cresceu bastante na S5 e isso me deixou orgulhosa.

 

Também aos poucos, Klaus foi deixando de ser autocentrado. Eu fiquei estupefata em vários momentos por não esperar que o personagem ganhasse mais camadas a cada decisão tomada a favor de Hope, de Hayley e dos irmãos. Levando o se importar a sério. Ainda mais em um tempo consideravelmente curto – já que, na minha mente, seria uma luta redimi-lo depois de 4 anos.

 

Felizmente não foi uma luta e, como mencionei, até Elijah teve participação. Indireta visto que ele retrocedeu para Klaus ter espaço de desenvolvimento e isso não quer dizer que o vampiro não foi pertinente. Ao longo de TO, a chefia dos Mikaelson representou várias caixas de surpresa e a amnésia foi a bola da vez. Tornando-se a parte mais desafiadora da trama – além da chance do híbrido brilhar.

 

A angústia de Elijah foi sobre recordar suas origens e se encaixar na treta rumo ao series finale. Tudo podia dar errado e deu errado, pois o timing bateu no meu manual de tópicos a se reclamar sempre que houver chance. A já mencionada morte de personagens femininas. O retorno dele envolveu um sacrifício dramático que nada tinha a ver com salvar Antoinette (a namorada atual e da família Sienna) ou Hope ou Hayley.

 

Também indiretamente, Elijah foi incluso no movimento Sienna e ele retomou a memória quando Hayley queimou por causa desse movimento. Raciocínio dos roteiristas para impulsioná-lo ao futuro autossacríficio – o puro suco da já mencionada angústia masculina.

 

Apesar disso, o retorno do personagem ao cotidiano dos irmãos foi satisfatório. Mexeu com o que aprendemos sobre ele na S2 e fez valer a pena. Mas eu fiquei só a Hope! Eu jamais esquecerei que a última visão que Hayley teve do mozão foi trairagem. A expressão dela………..

 

E eu estou nem aí para o fator sem memória. Hayley merecia mais!

 

The Originals - 5ª temporada - Elijah e Antoinette

 

O episódio 5×03 foi um dos melhores desta temporada por introduzir um novo Elijah. Poesia aos meus olhos. Não somente pela entrega mais que perfeita do Daniel, mas porque houve uma preocupação em transformar esse Original em outra pessoa. Uma versão jamais vista na série.

 

Sempre soubemos, por exemplo, que Klaus era apaixonado pela arte. Era seu lado soft e foi o que encantou meio mundo em The Vampire Diaries – incluindo Caroline. Já Elijah sempre apareceu elegante e sofisticado. Extremamente rígido e tenso. Parecia que ele nunca se divertiu na vida.

 

(e ele não se divertiu mesmo já que prometeu cuidar de Klaus Always and Forever).

 

Elijah sempre foi o caso do Globo Repórter. O que fazia? O que gostava? Muito dele se resumiu aos arcos românticos por ser um hopeless romantic. E, mesmo com a merecida repaginação, o amor continuou a ser seu desejo mais íntimo.

 

O impasse é que ele nunca conseguiu ir muito longe justamente por ter que controlar os conflitos com o imutável Klaus – e o imutável Klaus exigia foco na sua pessoa e na família. O que não mudou na S5 mesmo estando livre do híbrido. Ainda assim, foi um frescor! Principalmente porque The Originals caminhou ao seu encerramento com dois personagens distantes das versões antigas.

 

Da maneira que conseguiram, os roteiristas mostraram como seria a vida sem o Always and Forever. Elijah adotou uma vida boêmia na França e encontrou seu soft spot na música. O que não o impediu de ser um homem triste já que ele sentia que algo faltava. Nada como Paris para manter o mood de sofisticação a quem teve que se reinventar. O lugar conhecido como antro do amor também e aí tivemos sua relação com Antoinette. Extremamente convincente ao ponto de eu gostar.

 

Não era uma emoção forçada. Nem muito menos uma sacada aleatória para encher linguiça. Essa relação foi necessária para se capturar o novo Elijah que não hesitou em negar Klaus diante do chamado em ajudar a procurar Hayley. O amor esquecido que não o esqueceu.

 

O que reforçou um dos pontos que este universo nunca errou: os flashbacks. Todos foram novamente essenciais para finalizar o que restava da mitologia entre os Mikaelson (tudo bem que deve ter mais, mas vamos fingir). Além de casar com o conflito central que só se revelou efetivamente depois da perda de Hayley. Daí os retrocessos entraram para acalentar o coração Haylijah e o reencontro no museu me deixou arrasada!

 

A única cena que o shipper compartilha cria a reticência sobre uma dança. A ponte que gerou ainda mais carga emocional quando Hope, depois de rever a mãe em outro plano, entrega uma mensagem dela a Elijah. Aquecendo mais o fim da saga desse personagem.

 

Apesar desses pontos altos, o reencontro entre Klaus e Elijah não deixou de ser repetitivo. Devolvendo o famoso ar de ranço que o híbrido sente sobre um irmão e não descansa até ver o tal irmão se ferrar. A diferença é que Klaus não foi acatado de primeira. Nem de segunda. Quando o foi, ele nem conseguia falar com o irmão.

 

O que não apaga também o comportamento inicial de Klaus em achar que lidava com o Elijah das antigas. Daquele jeito dele achar que só sua nobre presença serviria de estampido no cérebro do irmão. E tudo pesou mais depois da morte de Hayley. Compreensível.

 

Dificultar o caminho sempre foi a artimanha para que ocorresse as perdas (que deixaram de ser uma surpresa). Mas, aqui, a perda essencial já tinha acontecido. Somando a de Hayley, Elijah se extirpara da família. Depois, suas memórias não lhe deram o antigo senso de pertencimento. Se é que um dia ele se sentiu pertencente, né?

 

Logo, não havia mais nada para esse personagem no presente. Poderia-se dizer que havia Hope (as ironias!), mas o desprezo dela enclausurou Elijah na culpa. E foi a culpa que os uniu brevemente e que me fez crer que ao menos esse Mikaelson permaneceria para apoiá-la e ajudá-la no futuro. Além de ser um caminho para manter a memória de Hayley viva também. Deu tempo para eu ser otária!

 

Klaus e Elijah não perderam uma chance de brigar e as coisas pioraram quando Elijah recobrou a memória. Acarretando uma nova readaptação na família e na trama rumo ao final visto a dor da realização da perda de quem o personagem amou. Fortalecendo emoções que Klaus e ele não estavam preparados para sentir. Não intensamente. Daquele jeito que uma parte de si se foi. O que restou ao Elijah foi vários espaços vazios. Não que também fosse uma novidade, mas nem a família pareceu acertada em sua nova realidade.

 

De um minuto a outro, esses irmãos não eram mais unidade. Ambos não conseguiam mais circular um ao redor do outro. Elijah se tornou a parte descolada do cerne e ele se queimou ainda mais por não querer ultrapassar a porta vermelha de suas memórias – que rendeu outro episódio incrível aos Mikaelson. Nem eu gostaria de ultrapassá-la depois de anos de paz, na moral.

 

Aliás, foi desconcertante ver Elijah ter essa dificuldade visto que a troca viria com o antídoto que salvaria Antoinette. Mesmo que pouco, os roteiristas seguraram determinados suspenses. Só não da morte de Klaus, pois eu já sabia.

 

The Originals - 5ª temporada - Klaus, Freya e Hope

 

A morte de Klaus não foi inesperada, mas juro que fiquei no só acredito vendo. Depois de tantos anos naquele morre e não morre, morre e volta, desconfiar deste universo quando o assunto é morte acabou enraizado para a eternidade. Jamais que eu acreditaria em um sacrifício final desse tamanho. Cheio de referências e eu amo referências. Consagrando a redenção do híbrido junto com Elijah. Tudo começou com eles, então, nada como terminar com eles.

 

O mais bonito é que foi uma entrega em busca de um novo conceito de amor. Um sacrifício não apenas porque Klaus tinha Hollow dentro de si e porque Elijah não tinha mais nada. O foco final era ressignificar o Always and Forever. Contudo, eu me vi minimamente infeliz com essas perdas. Infligiram mais culpa nas costas de uma adolescente que podia não ter terminado órfã.

 

A surpresa real foi a morte de Elijah. Ele assinou o propósito de ressignificar o Always and Forever. Uma frase que o matou por dentro. Uma frase com selo 100% abusiva. Deixando-o vazio, sem experiências, com a missão exclusiva de redimir Klaus. Por mais que eu o quisesse vivo, não havia mais background uma vez que o irmão se redimiu e Hayley faleceu. Sem contar que, com o híbrido no além, as ameaças constantes aos Mikaelson desapareceriam.

 

Mesmo tristíssima com a morte de ambos, eu não teria pensado em um final diferente. Mas também não imaginaria que fosse morte de tão acostumada que fiquei com a passada de pano para os irmãos – e vários personagens deste universo. Quando volto a pensar no series finale, ainda me vejo cética. E olhem que eu adoro uns personagens morrendo pelos motivos corretos. Esse negócio de sacrifício ficcional mexe com meu coração.

 

Vale mencionar que ambos refletiram outro ponto incrível desta temporada: a conversa. Esse foi o ano que Klaus apareceu mais apto a ouvir e, de novo, temos Caroline. Não demorou para que ele visse que havia uma pessoa além dele e que suas atitudes exacerbavam o pior das pessoas. Além de atrair inimigos mais fortes contra Hope. Da constante crise de consciência, Klaus finalmente encontrou a tomada de consciência.

 

Demorou, mas Klaus entendeu que ele é o dominó que traz os efeitos colaterais. Com uma filha no mundo, não dava para isso continuar. Ele não podia permanecer. Independentemente de Hollow.

 

Os roteiristas assentaram muito bem a linha tênue entre mantê-lo vivo, já que ele atingiu um desenvolvimento superior em comparação às temporadas passadas, ou ele morrer para salvar Hope e o contexto sobrenatural. A escolha foi não ter brechas. Uma decisão positiva, especialmente para não conflitar com os rumos finais de The Vampire Diaries.

 

The Originals - 5ª temporada - Klaus e Elijah

 

Em algum momento da minha trajetória com The Originals, eu comecei a crer que Klaus melhoraria na prática. Era o único meio, porque esse senhor não escutava ninguém. E, se escutava, logo saía pelo outro ouvido. A S5 deu essa sensação de entendimento, pois o Mikaelson foi mudando conforme os desdobramentos afetavam Hope.

 

O que me fez almejar a mencionada permanência. Apesar de tudo, Klaus sobreviveu ao Mikael. Assim como Elijah. Klaus é um sobrevivente de violência doméstica e a culpa de sobrevivente se aderiu ao Elijah. Permanecer também encaminharia uma mensagem positiva. Porém, barraria a intenção de renovar o Always and Forever e apagar o antigo legado para não haver mais a violência hereditária.

 

Inclusive, para não haver o constante gatilho dos traumas hereditários que modificaram o íntimo dos Mikaelson. De maneira geral, não havia uma opção de quadro bonito e o series finale tinha que ser meio agridoce.

 

Apesar de eu ser a favor de autossacríficio, eu também sou a favor de recomeços se bem embasados na ficção. Klaus teve um pouco desse recomeço que veio a base de realizações. Antes de ir, ele contribuiu para que seus irmãos tivessem fins plausíveis. Pode-se dizer que era o mínimo a ser feito após séculos de violência contra cada um deles.

 

Sobre o autossacríficio de Elijah, eu diria que foi a resposta de uma maldição. Ele nunca teve nada e terminou sem menos ainda. Ele nunca teve identidade. Tudo dele, inclusive figurino, era armadura. O que era real nele era a facilidade em se apaixonar tão quanto levar a dedo o Always and Forever. O que não é bonitinho também.

 

No fim, o Always and Forever assassinou Elijah. O voto abusivo. É igualmente agridoce e traz fácil o sentimento de que o personagem merecia mais depois de séculos de codependência, se anulando para cuidar de Klaus e ainda ter um trauma muito pouco abordado. Eu não sei que final eu daria de diferente e aceitei sua conclusão. De certo modo, correspondeu aos anseios dele pela vida. Ele se reuniu à Hayley. Eles finalmente dançaram em algum lugar.

 

Klaus tinha muito para quem destruiu quase tudo que tocou. Outra ironia poética já que The Originals contou com um antagonista/protagonista por quase 5 anos. Isso, ignorando a fase TVD. O híbrido nunca foi o bom moço. E, ao se tornar o bom moço, não havia nada a não ser atingir o suprassumo da faceta antagonista que é encontrar o caminho da luz. Só havia uma forma de ganhar e, dessa vez, não era a base de ódio desenfreado. Era por algo nobre.

 

Com Hope, ele se desprendeu da toxicidade da sua história. Automaticamente, inspirando, ao lado de Elijah, o ruir do legado problemático dos Mikaelson e abrindo a chance de renovação. Ele se entrelaçou ao objetivo do irmão visando um novo futuro à família. Justamente para destruir o legado de Esther e de Mikael.

 

Eram tempos de Hope Mikaelson. O verdadeiro legado desta história.

 

Hope Mikaelson

 

The Originals - 5ª temporada - Hope

 

Hope foi a base da temporada. Além do compasso moral de uma família que se reuniu depois de 7 anos. Tornando-a o estopim de várias tragédias que dão contorno a S5. Uma brecha no tempo que não minimizou os conflitos que deram continuidade ao plot de Hollow.

 

Tudo começa de um ponto de vista mágico juvenil para chamar a atenção de Klaus e, a partir disso, há um efeito em cadeia. Bobo, eu pensei na hora, mas a personagem contou com seu papel de bruxa. E o talento da mãe em ser resistente (e em perdoar a “brincadeirinha”). A meleca aconteceu e botou mãe e filha no holofote dos Sienna. A história que reuniria os Mikaelson para salvá-las.

 

Se há uma coisa que aprendi com essa galera é que personagem feminina não tem vez. Elas são sombreadas pelo romance ou, como já mencionei, morrem para inspirar os homens a serem melhores. Hope não tinha um garoto até esse garoto aparecer. Eu cerrei os dentes, porque eis uma personagem que necessitaria passar por uma transição de perda de inocência. O que incluía toda uma bagagem sobrenatural ainda não explorada.

 

Para meu próprio espanto, Hope contou com um desenvolvimento bastante sólido. Conforme a idade da personagem. Entremeando-se adequadamente na trama. A adolescente entregou as manias e os erros da fase, e foi gratificante vê-la passar pelos degraus da sua faceta tríbrida. Além de ter que lidar com a responsabilidade (detestável) de ser a “única esperança” de um bando de marmanjo com dificuldade em mudar.

 

As coisas foram diferentes com Hope. Isso pensando em Elena Gilbert e desconsiderando o trope da “jovem órfã” (e detestei também). Ela caminhou e explorou cada margem da sua sobrenaturalidade e sentiu as suas perdas. E minha admiração nasceu porque a personagem revelou uma afiada realização sobre suas responsabilidades. Embora entregasse as incertezas e os hormônios da adolescência, a jovem não recusou a aprender.

 

Todo seu primeiro momento foi a base de aprendizado. O que trouxe escolhas erradas. Tornando-a multifacetada. Ao contrário de Elena que nem sequer vivenciou o vampirismo como tinha que ser, pois Delena era um caso de prioridade. O que me faz rir visto que vimos a personagem de TVD migrando para a vida jovem adulta e só retrocedeu.

 

Hope me pareceu a tentativa de Plec e Cia. em fazer diferente depois do que ocorrera em TVD. A jovem entrou em todo tipo de negação e/ou agiu em influência das suas dores. Fez burradas e arcou com elas. Não houve leite ninho aqui, o que contribuiu para ela ter um desenvolvimento suavemente complexo. Em curto tempo, a jovem alcançou a maturidade dentro dos seus próprios termos. E Freya se encaixa aqui com novos créditos.

 

Tudo porque Freya se torna uma mentora e isso me deixou contente. Afinal, é muito comum uma garota ter um homem adulto como mentor e minha testa fica quente. Hoje, eu não consigo digerir muito essa ideia, porque a jornada entre esses gêneros não é igual. O que o homem dará de ensinamento é da sua perspectiva e fim.

 

Magicamente, o mood adolescente se adequou a este universo. Foi bem dosado considerando que The Originals é uma série adulta. Muito exclusiva entre os Mikaelson. Sem tanta dificuldade, Hope se encaixou e preencheu 7 anos de ausência caótica de Klaus e Cia. no Quarter. Havia ligações que não pediram explicações. Até porque não teria sentido algum tentar aprofundar o que pertencia ao mundo TVD (e não dava tempo).

 

The Originals - 5ª temporada - Hope e Hayley

 

Eu gostei muito da transição de Hope e de como ela teve sentimentos francos sobre tudo o que acontecia. A transição da perda da inocência para o caos arrematou o coming of age — com a diferença de que ela tem muito chão pela frente. Isso me conquistou. Além de ser uma diferença e tanto de caracterização visto que Elena não esboçou suas perdas. Não com igual valor a Hope, pois a heroína de TVD terminou sufocada pelos homens ao seu redor.

 

Foi ótimo trabalharem o “fardo” de salvadora que “impuseram” quando Hope era um bebê. Fala que pertenceu ao Elijah, vale dizer, e ele não estava tão errado. O que ela fez no começo foi a cereja da burrice, mas não tão impossível considerando sua idade e as faltas que sentia. E, claro, seu DNA incomum. Pena que deu ruim e ecoou um conflito simplório que custou Hayley de um jeito mais simplório ainda.

 

Pareceu um maldito corte seco! A emoção estava elevada e do nada… E morreu.

 

Hope entrou na série com uma pilha de responsabilidades por já ser tríbrida, mas a premissa da S5 resolveu aumentar o peso. Ela se tornou a presença capaz de unir os clãs e batalhar pelo “direito dos híbridos”, como Klaus um dia fez. O grande problema é que eu estou cansada do trope da órfã. E vamos de novo de: ela merecia mais!

 

Eu fiquei bravíssima já que Hope teve que carregar a mochilinha da culpa. Ela sujou as mãos de sangue só por querer o pai de volta – automaticamente o bonde todo reunido. Contudo, manter a presença de Hayley, mesmo após a morte, serviu para estabelecer um equilíbrio emocional. Inclusive, uma libertação de que tal culpa não precisava ficar em sua conta. O que graciosamente impediu outro caminho bem a cara da Elena: desligar a humanidade. Isso não aconteceu, mas flertaram do jeito The Originals. Como querer matar alguém no mood Klaus quando ela se apoderou de Hollow.

 

Mas, cá entre nós, a surra que ela deu no Elijah!!!!

 

Passei mal quando Hope me repete o lema da família, pois ela não merecia carregá-lo. Ela entra na série com 15 anos e, definitivamente, não precisava aderir ao sistema abusivo. Bom que, ao menos, não se esqueceram de dar um upgrade no conceito dessa frase. Era muitíssimo necessário, pois, se havia algo que Hope merecia na prática, era ter a chance de continuar sem o passado influenciando sua vida. Leia-se Klaus.

 

The Originals nunca foi tímida em entregar mortes e a S5 chutou o balde. E aí volto na questão de culpa. Plec e Cia. não pouparam Hope de qualquer tipo de sofrimento como forma de construir seu caráter. É sempre incrível quando uma personagem sai da fase de inocência e inicia a jornada de amadurecimento, mas não podia ser de outro jeito? E, de novo, me lembrei de Elena visto que socaram tanto luto e fiquei com medo disso ficar raso.

 

E isso não me preocupou tanto em comparação ao flerte de Hope em ser Klaus 2.0. Quando ela libera sua raiva e o excesso de poder de Hollow, eu temi que a personagem perdesse a chance de ser diferente dos Mikaelson. Eu jamais aceitaria uma mini-Klaus.

 

Felizmente, ela foi salva e seu lidar com as emoções se esboçou em sutilidades, como ouvir música e pintar. Não menos importante: chorar horrores! Mais tarde, papeando com Freya e até com o pai – que se torna um ótimo ouvinte ao longo dos episódios e sigo desacreditada.

 

The Originals - 5ª temporada - Freya e Hope

 

A S5 foi bem-sucedida em dar bases sólidas a uma adolescente que tomou a responsabilidade de salvar o seu mundo. Por ser a “única esperança” tão quanto a ameaça primordial do Quarter. Mesmo com o voto de Elijah em ressignificar o lema da família, ela quem mudou seu cerne. Junto com Freya. Obrigada, Freya!

 

A tia bruxa teve uma participação importantíssima na trajetória de Hope e eu amei essa relação. Plec e Cia. criaram um elo permanente visto que sabiam que os pais dariam adeus. A adolescente precisaria de um lugar seguro para retornar. Para pedir ajuda. E Freya é a pessoa mais experiente para assumir essa função. Rebekah que lute e perca!

 

Apesar da ação que a fez subir cada degrau sobrenatural, Hope perde os pais em uma tacada só e isso foi injusto. Tudo bem matar o pai, ainda mais porque o roteiro alinhou organicamente o propósito de redenção. Agora, Hayley? Não me custa repetir a indignação, sabe?

 

Por outro lado, a morte deixou Hope mais conectada com sua humanidade. Ela não se fechou para o sentir. Ela sentiu raiva e tudo bem. Ela estava se odiando e precisava socar alguma coisa. Ela nunca apagou a chama do amor de sua mãe. Um amor que foi seu compasso moral no fim das contas. Sua fibra para continuar com as escolhas certas. Foi assim que eu me apaixonei e eu não esperava me apaixonar por essa criança. E o motivo é bem idiota.

 

Quando anunciaram que trocariam a criança pela adolescente, eu pensei: lá vem a chata igual ao Klaus! Aos pouquinhos, ela foi me conquistando. O mesmo para seu plano de fundo que se tornou o que hoje se chama Legacies. Eu sou muito sucker por escolas de bruxaria e a personagem deixou esse gostinho nos meus sentidos.

 

E os conflitos?

 

The Originals - 5ª temporada - Josh e Marcel

 

Eu não curti tanto assim a finalização da S4, mas a deixa abriu para uma S5 com novas atitudes e experiências. Com doses certas de reflexão embasadas em autocrítica. Só faltou cancelar o Always and Forever de uma vez por todas (eu mesma rasgaria o contrato em nome de todos, ressignificar nada, me poupem!). Mesmo com as complexidades sutis, Klaus era o único que tinha um novo caminho para seguir. Os demais, como sempre, deveriam acompanhá-lo.

 

De novo, Klaus teve que arrumar o passado enquanto tentava manter Hope viva por causa de Hollow. Limpar o cenário para a filha liderar. Era necessário retornar ao começo, a ideia da Plec e considerei eficaz. Afinal, não deixou de ser uma revisita e todo fim de jornada tem suas revisitas.

 

O tempo de 13 episódios me pareceu o suficiente, embora os conflitos não tenham escapado das resoluções simples.

 

Josh entrando em uma zona de guerra para salvar Marcel e morrer daquele jeito?

 

O mesmo Hayley que simplesmente quebra um dedo e morre queimada pelo Sol?

 

Bruxas se tornando vampiros como medida de vingança dos vampiros nazistas?

 

Alguns insights sobre precisamos de conflito desde que não sejam complexos porque não dá tempo. Aceitável se não fosse pelo fato de que The Originals se via nessa desde a famigerada história da Dahlia. Está aí algo que nunca esquecerei!

 

Em um passado não tão distante, essas resoluções práticas me incomodariam. Não dessa vez. A última temporada tinha um foco e esse foco incluía desenvolver Hope também. Todo o tempo era dela, ainda mais quando se cogitava um spin-off. Ela era a salvação e a catástrofe. A bruxa, a lobo e a vampira. O coração de tudo ao seu redor. Quem precisava de desenvolvimento mais que todos os Mikaelson em busca de suas redenções e libertações.

 

Mas não custa dizer que os conflitos foram passáveis e imemoráveis. E o tema era bom: o nazismo no mundo sobrenatural. Nada de vampiros que se transformam em lobos. Nada de lobos andando no Quarter. Nem bruxas. Pensamento que abre o 5×01 já com a morte do adolescente que Hope cedeu o seu sangue. O choque de valor temático da temporada e que fez The Originals revisitar a S1. Regando os episódios com doses da muito bem-vinda nostalgia.

 

Por causa do foco e das pinceladas nostálgicas, os personagens me pareceram mais ricos em nuances. Até mesmo Josh conquistou voz e foi uma perda que eu não queria perder (e demorou, né?). Cada um parecia mais complexo. Klaus principalmente, cheio de filosofias ao ponto de ter chamado os lobos de seus iguais na Alemanha de 1933. Estava aí algo que eu não esperava ver. Como também vê-lo atrapalhar os planos de Hope em selar o gene lobo para encerrar o conflito logo de uma vez. Eu não o achei intrusivo, pois essencial dar soco em nazista.

 

The Originals - 5ª temporada - falecidos

 

Definitivamente, o salto temporal fez a diferença e trouxe os Mikaelson praticamente renovados. Prontíssimos para serem “estragados” conforme a trama se desenvolvia. Felizmente ninguém se “estragou” mais em comparação aos estragos já existentes. Todo mundo aprendeu novas lições sobre perda. Além disso, sobre o quanto a vida tem seu jeito de cobrar por escolhas e ações do passado.

 

Isso graças à ponte na Alemanha nazista que inspirou o movimento Sienna. Sedento em manter a ordem natural de vampiros como predadores e aniquilar as ditas abominações (#híbridos). Um pensamento contrastante ao das bruxas que prezam pelo balanço natural entre vivos e mortos.

 

Um conflito interessante, porém, raso. Mas teve sua vantagem ao abrir a mensagem que refletiu em Hope: se aceitar. Uma realização que veio de Klaus e que me deixou sem chão. Desde quando ele se tornou essa diva autoconsciente?

 

O fato de ele querer que a filha se aceite, que não viva com medo como aconteceu com ele por causa de Mikael, foi um dos pontos altíssimos dessa relação. E da temporada em si que tinha que trazer alguma mensagem para assinar o seu legado. Para tornar o seu legado mais memorável que toda a violência. Claro que houve várias mensagens além dessa, como a questão de aprender com o passado e evoluir a partir dele. Quem mostra isso parcamente é Marcel visto a mudança do discurso segregador que trouxe um tipo de conserto ao que foi bradado na S1.

 

Acima de tudo isso, a S5 queria se preparar para o autossacríficio duplo. E, para isso, os personagens tinham que se tornar muito mais relevantes que qualquer tramoia. Está aí algo que verdadeiramente aprecio. Ultimamente eu ando totalmente desapegada de plot.

 

Foi evidente a intenção de tornar os Mikaelson menos tóxicos. O início disso se deu ao separá-los, pois permitiu uma singela formação de identidade. Sem o elo e a codependência, cada um teve que ficar por si até o sumiço de Hayley se tornar o propulsor que os reuniria. Cada um viveu à sua maneira e foi bonitinho vê-los em normalidade. Muito perto do que queriam – e claro que Kol me matou, pois eu mesma querendo cair fora!

 

A única reclamação fica para Rebekah que passou 5 anos de participação especial para entregar… Nada. A saideira de Holt definitivamente comprometeu o desenvolvimento de sua personagem. Detalhe não muito sentido com Kol que chegou a ter um aprofundamento na S2 e os roteiristas só tiveram o trabalho de preencher as entrelinhas. Foi injuriante vê-la na mesma ladainha, se comprovando como a personagem mais estática de The Originals.

 

Acredito que a única parte que Rebekah me espantou foi ao dizer que ela não queria ser a ressentida em um relacionamento com Marcel. Foi uma afirmação forte vindo de quem acreditava em conto de fadas. Eu pensei: o que será que vem aí? Não vem aí!

 

O que veio foi a cura e fácil achar uma dose, hein? Ainda mais quando a galera de TVD só faltou arrancar os cabelos por conta disso. Mas tudo bem. Deram o que Rebekah queria e nada mais justo vê-la com um fim adequado. Mesmo que ela tenha feito absolutamente nada, além de ser empalada, para conseguir tal prêmio.

 

Mesmo sem trama forte, a S5 teve diferenças. Grandes diferenças na verdade. A começar pelo Klaus, cuja proposta foi finalmente lhe entregar um caminho de redenção. O percurso que Elijah não conseguiu lhe dar. Quem conquistou essa missão foi Hope, a adolescente que viu mortes que digo com tranquilidade que aconteceram por extrema burrice. Além da necessidade de tentar igualar alguns pares. Como Hope e Davina. Marcel e Vincent.

 

Outros comentários

 

The Originals - 5ª temporada - Elijah e Hayley

 

A manutenção da memória de Hayley se tornou o mais forte arco nostálgico. Mesmo com sua perda, deram um jeito de mantê-la viva e atrelada ao sentimento de culpa de Hope. E aos irmãos por meio da visita a Elijah e das cartas aos irmãos. As fotos da pequena Hope se incluem no pacote tristeza. Enfim. Eu ainda não acredito que ela se foi!

 

Hayley foi a visão de The Originals sem The Vampire Diaries. Antes de Hope, a little wolf foi o coração entre os Mikaelson. O coração mais próximo da humanidade. Ela é a autora e a protagonista das mudanças dos irmãos que falecem – e pode ser justiça divina.

 

O que me dói é que a série teve personagens femininas incríveis e que acabaram mortas por choque de valor. Deixando a mensagem de que elas só alcançam o heroísmo quando retiradas do contexto. O reconhecimento vem ao serem apenas a lembrança do homem. Assim, este universo se encerrou nessa constante que abateu Cami. Quase Davina. E não teve como sair da experiência 100% satisfeita. Esse ponto sempre me incomodou tão quanto baits de shipper.

 

O apreço que eu tive por Klaroline foi lá na S3 de TVD. E morreu na S5 de TVD com aquele revival de puro mau gosto. Por alguns episódios da S5 de TO, eu quis me enganar sobre a presença de Caroline ser sobre dicas de mãe blogueira. Mas aí lembraram da redação: Klaus – o último amor dela.

 

E aí, gente, veio a risada: Caroline salvou a mensagem que ele deixou para ela.

 

Caroline, por favor, me ensina a cuidar do meu celular e não perder nadinha!

 

(a forçada de barra)

 

Brincadeiras à parte, um dos grandes acertos de uma temporada final é brincar com a nostalgia. Plec e Cia. souberam muito bem dosar tal elemento que foi mais sutil em comparação ao fim de TVD – que estava mais desgastada que The Originals. Declan parecia um aleatório (e amei ver o ator por motivos de Reign), mas trouxe as lembranças dolorosas de Cami. Rever Davina me deixou contente também e saber que ela está plena deixou meu coração de mãe em paz.

 

O mesmo ao rever Aiden no paraíso de Josh – e foi quando eu comecei a chorar.

 

Interligações que encontraram um tipo de auge no mote que trouxe a série à vida: a hierarquia do Quarter. Permitindo a nostalgia imperar graças ao resgate de elementos da S1. Um retorno às raízes a fim de assoprar o que poderia ter soado errado naquela época. Pelas minhas lidas, essa foi a intenção da Plec e deu certo pelo tempo que tiveram para desenvolver o encerramento.

 

Lembrar-se do início da saga das bruxas foi demais! Porém, eu saí da série descontente sobre o quanto os covens transitaram de grandes ameaças para joguetes. Foi muitíssimo frustrante e não é um sentimento novo. Desde a ascensão-não-ascensão de Davina eu me sinto assim – e o reencontro dela com Hope, criando paralelos, foi tudo para mim!

 

Vincent e Freya foram os únicos bruxos poderosos que restaram e eu amei a dinâmica. Ambos se tornaram o compasso moral do Quarter. Resistentes. Bem posicionados. Era a linha que separava vampiros e lobos. A amizade se tornou a estrutura que manteve a cidade em pé até Vincent desistir. Não foi nem um pouco chocante. Eu mesma pagaria a passagem dele visto que sempre foi meio evidente que o bruxão não encontraria um happy ending ali.

 

Como Elijah, a magia era tudo da sua identidade. E Vincent queria aplicar uma magia justa. De progresso. Ao menos, o personagem ainda manteve seu elo com Freya que casou com Keelin e foi simplesmente tudo para mim.

 

No geral, todos trabalharam na dança sobre a ressignificação do amor. Perder amor. Se decepcionar. O amor de amizade. O florescer do amor. O amor que parecia eterno. O amor que a gente corre atrás para não perder. O amor consolidado. O amor esquecido. O amor que morreu. Depois de guerras, o amor tinha que ser o produto final que se entremeou na mensagem de se aceitar.

 

Nisso, Hope se viu com a chance de abandonar as tradições da família e viver de acordo com sua essência. Sem temer a sua sobrenaturalidade. Nada disso seria refletido se não reabrissem a S1 que transformou a S5 em um tipo de reparação histórica entre os Mikaelson. Em vez dos conflitos habituais, a turma teve que conversar. A turma teve que começar a revisar seus comportamentos.

 

Se há algo muito moderno para explicar esta temporada é: o boleto uma hora chega e você terá que decidir como o pagará. Igual a antes? Ou prefere dar uma alterada na forma de pagamento? Pensamento que cabe ao eterno Klaus Mikaelson, sendo favorável a todas as demandas dos roteiros. Senti-me recompensada.

 

Concluindo

 

The Originals - 5ª temporada - família Mikaelson

 

Não foram 5 anos incríveis, mas foram incríveis graças aos personagens. Graças ao elenco maravilhoso. Foi ótimo acompanhar o último capítulo de The Originals focado em uma redenção e cada um conseguiu o que queria. Isso, bem, era o mínimo. Tão quanto magnificamente inesperado. Principalmente quando, além da mensagem sobre aceitação, o legado do futuro é sobre respeito e reciprocidade. Todos os membros dessa linhagem só conheceram a violência e as reticências sobre quem ficou não deixam de ter um gosto otimista.

 

Para o bem e para o mal, Klaus e Elijah infectavam tudo. Um mais e outro menos. Vê-los partir soou como definitiva libertação para quem fica. Quem se beneficia mais disso, embora eu continue achando a orfandade injusta, é Hope. Sem os líderes dos Mikaelson, ela terá a oportunidade de crescer em seus próprios termos. De se descobrir como a sua pessoa. Algo que, ao menos para mim, Klaus não daria a oportunidade. Se ele já barrava Rebekah, imaginem a filha… Isso levando em conta que o híbrido sempre se revelou protetor demais.

 

Depois de tudo que aconteceu, Hope não precisava viver sob a ótica de tornados virulentos.

 

E os tornados virulentos se tornaram cinzas.

 

E nas cinzas sempre há uma nova chance de recomeçar.

 

E o recomeço é de quem vive.

 

 

Finalmente, eu encerro o ciclo das resenhas de The Originals por meio deste texto geral. E que bom que foi bom! Eu sou muito grata pelas experiências que este universo me trouxe. Tão quanto pelas amizades. E, como tudo que amei e investi, a saudade será sempre o denominador final.

 

Apesar da raiva, de me indignar e de largar The Originals, os últimos 8 anos da minha vida foram dedicados a resenhas de séries que amei e acreditei. E amar e acreditar envolve certas decepções. Além de reconhecer quando algo não faz bem e ter a boa vontade de pausar. Ou de largar mesmo.

 

Juro, vocês não perderão nada. Vocês abrirão espaço para conteúdos novos.

 

E eu já escrevi demais, né? Para variar! Obrigada a todos que me acompanharam nesta jornada! Vocês são tudo pra mim!

 

Para continuar lendo:

Os outros textos sobre de The Originals estão aqui.

 

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Stefs Lima
Escritora dividida entre o tempo e o espaço. Colecionadora de achados e perdidos. Ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I AM THAT GIRL. Não poupa no textão e nem nas doses diárias de café. Além disso, acredita piamente que você pode ser sua própria heroína.
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