30set
Arquivado em: Séries

A introdução deste episódio de Love Life flertou com o tema casualidade. Que também pode ser chamado de booty call. Depende do ponto de vista de quem pratica, claro, mas tudo se resume ao famoso sexo sem compromissos. Uma experiência que, pelo que rolou anteriormente, parecia até um pouco impossível de acontecer na vida de Darby. Ao menos, até o ponto em que fomos apresentados à sua vida e à sua jornada decidida a encontrar A Pessoa.

 

Não foi o caso desta vez e, ainda assim, a experiência foi interessante.

 

O ano é 2015. Darby deu uma pausa na sua jornada amorosa tão quanto no seu interesse de firmar raízes com outra pessoa. Aparentemente pela primeira vez, a personagem não está interessada em dar match logo de cara, como aconteceu na linha do tempo de Bradley. Digamos que ela voltou a experimentar, pois os namoros passados lhe custaram muita energia emocional. Além disso, lhe renderam um coração partido em curto espaço de tempo.

 

O tempo é a melhor cura, é o que dizem, mesmo que parte dela seja encontrada no Pornhub. Tudo bem, tudo nos conformes, mas o universo sabe pregar peças e a peça aqui foi o reencontro de Darby com Augie. Depois de 3 anos!!! Nem eu esperava revê-lo tão cedo visto que Love Life meio que deixou a entender que é um amor darbyano por episódio. Isso trouxe uma nova dinâmica – a dinâmica de rever o ex – que inspira comportamentos mentirosos – como dizer que você está bem de vida. O caso aqui foi jurar que a vida profissional rumava para o pico da montanha.

 

Darby não contava com sua astúcia. Nem com seu crocs. E eu ri demais!

 

Love Life (1x03) - Augie, Emily e Darby

 

O reencontro fez meu coração dar um mínimo saltinho, pois o impacto foi real e Darby o sentiu. Ela se viu em uma situação constrangedora que foi além do que vestia visto que sua atenção mirou em Emily, a nova namorada de Augie. Aquela que, ao contrário da protagonista, é bem-sucedida na vida de escritora. Além de ser bonita e aventureira (não que sejam elementos importantíssimos, vale dizer, mas a personagem da série é insegura nesses quesitos). Características que não dizem muito sobre um gosto de Augie, pois ambas são diferentes.

 

E digo isso mais porque a gente tem aquela coisa de repetir padrão de modo que espelhe uma pessoa do passado.

 

Tal instante focou sutilmente no que tenho comentado há dois episódios: a insegurança de Darby diante de outras mulheres. O famoso o que elas têm que eu não tenho. Se não fosse isso, diria que foi normal vê-la stalkeando Emily no Instagram e se comparando após o reencontro com Augie. Afinal, a namorada atual “expõe” o que “tem de errado” com a ex. Instante que automaticamente arrematou o complexo forte de Darby em se sentir temporária.

 

Augie também sentiu o impacto do reencontro e resgatou as reticências da história de ambos: a profissão. Ao contrário de Darby, o ex da vez não tinha a quem se comparar, como um novo namorado. O que transformou a pergunta em uma preocupação genuína. Contudo, a protagonista escolheu mentir para mostrar que deu a volta por cima. Ou para afirmar, talvez, que sua posição profissional está melhor que a dele. Ou para se autoafirmar diante de Emily. Pontos que montaram o palco para a história de Danny e os dois telefones.

 

O lado positivo da mentira foi Augie entregar que nada de novo aconteceu na sua vida desde o término com Darby. Essa de cair na estrada com Emily difere totalmente de cair na estrada em nome de um veículo de comunicação. Afinal, dá a sensação de não se ter um objetivo. O mais engraçado é que ele pareceu conformado com a ideia e nem um pouco incomodado de estar na sombra de alguém (uma mulher) com um futuro aparentemente mais promissor.

 

Love Life (1x03) - Instagram da Emily

 

Como tudo que foi diferente neste episódio, o mesmo se aplica aos questionamentos de Darby. O que colocou Augie sob uma nova luz. Ele tinha consciência de que a relação não iria a canto algum desde o início? Quase uma sugestão – duvidosa o suficiente para colidir com o que foi elaborado sobre esse personagem lá no 1×01.

 

Será mesmo que ele se importava?

 

Apesar de eu ainda defender a questão de Cats, que foi o auge do casal particularmente falando, Augie entregou que sequer tentou entrar em contato com Darby. A surpresa do reencontro foi mútua e não incluiu um que bom te ver depois de tanto tempo trocando mensagens. Não que fosse uma obrigação, mas seria útil para fortalecer a que tantas a história de ambos andava. Bom, não andou. Eles sequer conversaram. No entanto, eu preciso dizer que vi faíscas no ar.

 

Se não fosse por Emily, eu tenho certeza de que rolaria um revival. Muito tranquilamente.

 

Tudo lindo, mas por quais motivos Augie apareceu sendo que havia outro cara para ser lançado na trama? Acredito que esse foi o meio de entregar que o relacionamento deixou marcas que Darby sequer notou. Incluo Bradley nessa também, outra força que certamente amplificou a “nova percepção” da protagonista que se esparramou em Danny. Ou seja, tratar um cara do mesmo jeito que foi tratada no passado. Provando que, mesmo com a passagem larga de tempo, ela ainda estava cercada pela neblina dos relacionamentos anteriores.

 

Os agridoces se manifestaram no instante em que ela vai ao churrasco com Sara. Lá está Danny, dando a entender que ele é aquele cara insuportável da balada, invasivo as fuck! Uma situação também destoante aos outros episódios e que, em seus primeiros minutos, deu a entender que não chegaria a canto algum.

 

A série meio que condicionou em dois episódios que Darby encontra o cara e tcham! E o tcham! aconteceu diante de Augie, um reencontro que não prometeu e seguiu sem prometer pelos minutos conseguintes da trama. Por isso, foi fácil esquecer que o intento deste roteiro era a casualidade, a verdadeira mudança de ares não só para Love Life, como para Darby que, em 2015, não queria nada com ninguém. Até o evento constrangedor rolar e introduzir Danny 2 Phones.

 

Love Life (1x03) - Danny

 

Muito deste roteiro incitou a sensação de que o episódio seria o filler da temporada, mas eis que há a manifestação de um contraposto muitíssimo interessante e que me prendeu de modo contagiante: Darby estava diante de uma versão dela mesma. Literalmente, Danny era a versão de Darby, mas de calça e colarzinho topster.

 

Vejam bem: no 1×02, Darby se perdeu na tentativa de ser vista e aceita no mundo de Bradley. Ao ponto de se encolher para caber. Tornando-se absurdamente passiva e à mercê de suas escaldantes inseguranças. Neste, ela incorpora o masculino e age no que acredita ser o comportamento natural dos homens. Aka jantar e cair fora!

 

Por meio desse ponto de vista, Danny se saiu como o cara perfeito para tal experimento. Inclusive, para estender o papo de carreira que se torna o fator fascinante sobre Darby aos olhos dele. Gerando, enfim, a validação dita não conquistada com Augie e isso infla a personagem de poder. Dando-lhe total controle da situação e foi divertido de assistir.

 

Até porque a cara de Darby nem tremeu, bicho!

 

Darby era o cara que, inicialmente, só quer ter o ego inflado até ser desmascarado de um jeito podre. Danny seria Darby no cerne amoroso, que escuta, se deixa levar e cria esperanças até perder tudo. Ele acha incrível ter encontrado uma pessoa aparentemente incrível que chegou até a salvar o pior de si. E ela apresentou esse comportamento nos episódios anteriores e Bradley tem mais peso por ter transmitido a sensação de tê-la salvo pós-Augie.

 

Sendo que o término com Augie foi o mais saudável possível.

 

O encontro trouxe algumas dessemelhanças que confrontaram os episódios anteriores. Como vê-la não querer se firmar amorosamente. Detalhe que poderia ter um resultado oposto já que o cara da vez parecia ser o amansador de ego que a protagonista parecia ansiar demais. Não rolou e eu ri ainda mais quando Darby, a mentirosa, entregou o papo de que mudaria de cidade a fim de impedir o reencontro. Outro discurso dito frequentemente masculino.

 

Outro ponto foi Brianna, a ex de Danny, que fortaleceu a impressão de que Darby lidava com suas sombras por ter soado como um paralelo sobre Bradley. Ecos que lembraram que a protagonista e o cara dos dois celulares passaram por um complicado término. Um escolheu guardar as mensagens. Outro escolheu o Pornhub. Tudo nos conformes!

 

Love Life (1x03) - Darby e Danny

 

A trama também teve uma lição diferente, pois o intuito foi fazê-la ver que tudo bem cair fora. Sendo nem um pouco necessário “pensar como homem” – até porque isso se transforma em uma espécie de reprodução machista. Ótimo resultado, mas que não mostrou uma Darby confiante. Caso o fosse, a personagem teria investido na verdade. Até porque Danny não parecia bem-sucedido também. Nem no amor. Ambos eram verossimilhantes.

 

Dizer que era uma tremenda curadora para Danny pode ter soado como a ponte de segurança para sua casualidade, mas vocalizou o que Augie provocou no 1×01 – a inferioridade profissional. Fazendo a mentira do início do episódio render, pois, anos antes, Darby meio que entendeu que ser bem-sucedida a faria mais especial. Isso é uma faca de dois gumes, pois ela ama o que faz. Porém, a personagem queria que um homem lhe desse biscoito em tal âmbito.

 

Algo que Augie e Bradley não fizeram. E nem ela por si mesma visto que, no 1×02, ela tentou ser fotógrafa. Uma decisão sob pressão para caber no mundo de Bradley.

 

Só que tudo na vida é reviravolta e Danny a reencontra. Vê-se que ele foi lá para se manter conectado a uma memória que não deixou de ser positiva para o seu emocional. Por mais doido que possa soar, o cara se importou com a “jovem curadora”. O que, a meu ver, não lhe garante biscoitos. Assim, ele parecia uma areia movediça de emoções que eu não arriscaria me jogar. Eu fiquei com a sensação de ele ser um baita carente e #deusmefree.

 

O que me faz dizer que Love Life tem ensinado sobre não haver preocupação com a opinião dos caras. Ao menos não até aqui, pois Danny ficou na área acinzentada. Pode ter sido até a meta do episódio visto que casualidade era o tema, mas isso não apagou alguns questionamentos.

 

O que será que rolou com Brianna? E se ele também se comprimiu para caber na vida dela? E se ele foi tóxico? E se ele é um stalker? Nada se sabe e não há chances de botar a mão no fogo.

 

Love Life (1x03) - Darby e Danny

 

O interessante é que muito do diálogo entre Darby e Danny apontou para estereótipos e essa foi a charada do episódio. Darby assumiu sua essência masculina e confrontou Danny que tinha uma vibrante essência feminina.

 

Se foi a intenção ou não do roteiro, ver a história por tal lupa tornou a conclusão fundamentada. Tudo que parecia não ter lógica assim teve. Meramente porque tais estereótipos vivem ainda no nosso cotidiano: a mulher pensar que deve ser como o homem para se defender e que o homem não pode mostrar emoções porque é coisa de mulher. A protagonista “assumiu” o masculino para controlar o espaço. O que não é de todo ruim, especialmente pela lição que o episódio deixou.

 

Porém, ela se escorou na dita fragilidade de um Danny que deu a entender que não queria apenas sexo. Ele queria uma ponte de comunicação. Ser tratado como uma pessoa e não uma casualidade completa. O que também gera zonas acinzentadas, pois é dito que casual não envolve emoção. O que, supostamente, cancela o respeito pela outra pessoa.

 

Darby caiu nesse drama ao ser desmascarada do jeito podre. O boleto dela chegou rapidinho e diretamente da fonte que a considerou especial. Foi aí que ela enxergou seu erro: agir como os homens passados agiram com ela por “entender” que tem que ser assim para não se machucar. E, apesar de se sentir abalada com a chamada de atenção, que a fez perceber que a experiência não foi exclusivamente sobre a lição de cair fora quando bem entendesse, a personagem saiu orgulhosa de si. Dualidades, pois alguém ali foi ferido.

 

Mesmo que tenha soado como vingança inconsciente ao outro sexo, a personagem sabia o que fazia. E se viu satisfeita, pois, ao menos daquela vez, ela saiu inteira. Eis o nervo do episódio! E foi compreensível visto que se tratou do referencial dela sobre temporalidade.

 

Love Life (1x03) - Darby

 

Daí temos essa falsa “justiça” de devolver comportamentos e atitudes porque agiram de tal jeito conosco. Danny avisou que ele não é um momento, mas uma pessoa. Palavras que certamente poderiam ser de Darby em todo fim de relacionamento. Tremendo as bases da casualidade que, se pensarmos bem, anda cada vez mais irresponsável. Meio mundo anda colhendo o que necessita de modo egocêntrico, sem se preocupar com o dano.

 

Casualidade não imuniza de respeito. Isso de um ponto de vista de não tratar o outro como coisa. E isso é uma opinião pessoal que eu só articulo na roda de amigas, ok?

 

Mesmo que não pareça, atitudes como as de Darby geram dano emocional. Você não sabe o que se passa na cabeça de outra pessoa e creio que ninguém quer ser marca negativa. Então, responsabilidade. Ser babaca não é opção em qualquer âmbito da vida!

 

Darby foi meio correta e meio babaca. Meio correta, porque os homens esperam que as mulheres sejam sempre amorosas e boas – como Bradley. Meio babaca por ela ter mentido sem necessidade. E eu fico meio ao lado dela e meio avessa. Apesar da atitude meio babaca, eu sou apoiadora de mulher cis fazendo homem cis de tapetinho.

 

O que ficou evidente é que a protagonista claramente não articula suas feridas. Pode ser que, para o contexto de Love Life, ela precisa se manter nessa areia movediça a fim de compreender que ser outra pessoa não a imuniza contra decepção amorosa. Sempre alguém sai machucado. Não há um controle, embora exista contenção.

 

Darby tinha uma lição a aprender, como ocorre desde o Piloto, e aqui não foi diferente. O resultado foi impactante visto que envolveu o próprio caráter da protagonista já que ela se escorou em um boy (supostamente) fragilizado para se sentir finalmente validada. Pela lógica, este episódio foi de transformação. Além de limpar o terreno para o próximo cara a fim de saber se ela realmente aprendeu com suas mentirinhas que magoaram.

 

Outros comentários

 

Love Life (1x03) - Sara

 

Enquanto Darby mentia, Sara assumiu a parte dos conflitos amorosos que Love Life demanda e permitiu uma espiadinha em seu relacionamento com Jim. Uma relação que deixou a entender que existe há bastante tempo ao ponto da família dele ser apegadíssima a ela. Ao ponto da mãe afirmar que ela foi o único acerto da vida dele.

 

Coisas seríssimas para uma mulher de espírito livre e que fez questionar como tem sobrevivido com o mesmo cara. Comodismo? Talvez! E daí veio o paradoxo: Sara teve que engolir o conselho de que se ela não quer Jim é melhor deixá-lo. O que modificou o comportamento dela no fim do episódio: se fazer presente e segurar um bebê.

 

Mais um lance sobre agir como outra pessoa. Neste caso, para provar que ama o boy. Além de reagir em função do remorso da traição.

 

A parte do se fazer presente veio na mesma vibe de Darby buscando validação masculina. Só que em um grau piorado já que houve a mencionada traição. Ato que pesou a sensação de que Sara também vive algum tipo de mentira e isso reforça o senso de comodismo. Principalmente por ela ser muito oposta ao Jim. O que não é para ser um problema, mas, na ficção, sempre é.

 

E trair é ser babaca (sendo bem basiquinha), tá?

 

A abertura para Sara também trouxe as diferenças entre as BFFs de Love Life: Darby quer o match enquanto Sara tem o seu e duvida. Aparentemente, não há tanto amor envolvido ou isso a impediria de trair Jim. Ao menos, é o que eu penso. Se é pra trair nem começa o namoro, né?

 

A personagem preza por liberdade. Pela casualidade. Pela zoeira. E tudo bem já que ninguém nasce preparado para formar um elo emocional com outra pessoa (e isso não significa que você precisa mudar para acomodar a relação). Isso se cultiva. Mas… Esse elo não foi cultivado com Jim? Automaticamente, o respeito? Hum…

 

Tal qual Darby, Sara me pareceu um poço de insegurança sobre suas emoções amorosas. Principalmente porque há um amor (aparentemente unilateral) que preenche sonhos ditos tradicionais. No caso, os sonhos de Jim sobre casar, ter casa e bebês. Ela não quer isso.

 

Darby não tinha compromisso nenhum e não errou no seu discurso sobre dormir com quem quiser e cair fora. Já Sara tem um compromisso que não quer, mas também não pula fora. E este é apenas o início do que sabemos sobre a BFF da protagonista.

 

Sara é do presente e Darby é do futuro. Uma relação divertida e complementar. Elas são meu tudo!

 

Concluindo

 

Love Life (1x03) - Darby

 

No fim, eis uma trama que, sem dúvidas, intentou dar mais fibra a uma personagem que precisa se desvencilhar das sombras que ainda a atormentam quando o assunto é amor. O que me faz dizer que, apesar de Darby ter sido “outra personagem” diante de Danny, não se escondeu o medo de sempre: ser dispensada. Augie apareceu para isso e o jogo virou não é mesmo?

 

Apesar da abordagem de estereótipos e de alcançar um tipo de conclusão sobre manter seus desejos, este episódio pareceu confuso no que queria dar de lição. Augie desencadeou a profissão que rebateu em Danny, mas, no fim, Darby aprende que tudo bem ser a pessoa que vai embora? Só porque ela disse que faz sexo com quem quiser sem precisar dar satisfação? Ficou evidente que o pedido de desculpa para Danny não pesou em nada na vida dela. Ainda mais diante da realização de que ela, finalmente, assumiu a partida. Tão quanto o fato de que quebrou o coração de alguém – e isso pode ser ilusório já que Danny também não deixou claro o que queria com Darby. É, ficou confuso!

 

Ao contrário dos episódios anteriores, este veio para fortalecer a deixa do 1×02: a carreira. De graça, Darby ganhou a visão de que pode se sentir confortável pela forma como anda sua vida e tomar a iniciativa de vazar de uma relação (mesmo que não seja uma relação). Duas realizações que bifurcam Augie e Bradley consecutivamente.

 

Felizmente, ela tem personalidade profissional, querendo o pico da montanha, seja lá qual for, com o foco em curadoria. E seguirei firme aguardando vê-la vencer!!! De algum modo, o senso de carreira é onde mora a autoconfiança de Darby.

 

Eu só não entendi o reencontro final entre ela e Augie. Talvez, ele tinha que vê-la de uma forma mais iluminada, pois a luz do ambiente do qual se viram em um novo última vez rebateu perfeitamente nela. E Darby parecia mais leve e segura. Distante da versão que Augie deixou para trás – e que reencontrara horas antes de Danny.

 

Se posso tirar outra lição deste episódio, mesmo que ainda incerta, diria que foi justamente ver a outra pessoa como uma pessoa. Darby mais precisamente. Tratar-se com importância em vez de aguardar biscoito dos outros (o que não é de todo ruim, mas o problema morar em depender disso para se sentir alguém).

 

Honestamente, este episódio foi doido, mas cheio de camadas bacanas. Ainda mais por costurar tantos detalhes que quase passaram despercebidos, como os 3 anos que Danny rompeu com Brianna – o tempo de Augie. Foi interessante por soar como o momento de encerrar certas ervas daninhas para seguir adiante e estava nítido que Darby não seguiu adiante. Ela alimentava as mesmas inseguranças e resta saber se houve um verdadeiro aprendizado.

 

O importante é que, de fato, houve um exorcismo que mudou de novo os rumos de Darby. O que não anula o questionamento: quando ela se verá como uma pessoa?

 

Alguma coisa ela tem que realizar sozinha, né? Acompanhemos.

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Stefs Lima
Escritora dividida entre o tempo e o espaço. Colecionadora de achados e perdidos. Ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I AM THAT GIRL. Não poupa no textão e nem nas doses diárias de café. Além disso, acredita piamente que você pode ser sua própria heroína.
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